A invenção de Hugo Cabret é um filme que, basicamente, fala de amor. E é bonito por isso!

11 de fevereiro de 2012 0 Por Endrigo Annyston

A invenção de Hugo Cabret é um filme que não preza pela agilidade, algo que eu aprecio e que faz meu interesse por uma produção aumentar. Mas não chega a ser uma obrigatoriedade, ainda mais quando a história é boa e envolvente.

E assim é o drama do pequeno Hugo, impecavelmente interpretado por Asa Butterfield. A interpretação, aliás, é o que torna o longa ainda mais especial. Surpreende mais por se tratar e uma criança, assim como Chloe Moretz.

Tudo, aliás, está centrado nessa amizade que nasceu porque Chloe confiou nesse menino cujo semblante, apesar de ser órfão, viver sozinho e, por infelicidade da vida, ter que roubar, a cativou logo de cara.

Diferente do guarda e seu cão que estavam loucos pra acabar com sua festa. E foi tenso, especialmente quando o coitadinho estava preso no relógio.

E é o amor que passou de pai para filho, um outro tipo de amor, o pela arte, recuperado na vida de Georges através da união entre Hugo e a menina e, mais um, aquele que fez Georges adotar o pequeno desconhecido e torná-lo parte de sua família, agora completa.

Tudo muito simples e tocante ao mesmo tempo. Não a toa recebeu 11 indicações e, certamente, Martin Scorsese, diretor, sairá da premiação com algumas merecidas estatuetas.

+ Martin Scorcese