A Liga mostra o que é ser profissional

4 de agosto de 2010 0 Por Endrigo Annyston

O programa A Liga de ontem foi um dos melhores dessa primeira temporada. Talvez o melhor.

Fiquei admirado com a abordagem que fizeram sobre doenças mentais. E admiro especialmente o trabalho desenvolvido por Débora Villalba que soube ser muito humana.

Conversou com os entrevistados de igual para igual, o que realmente não deveria ser diferente. Mas digamos que meio que “entrou na loucura deles”.

Eu não sei dizer se eu saberia não rir da história do Elvis Presley ou da mulher que disse “A última pessoa que eu admiro e me admira também é o Felipe Massa”, quando questionada por Débora se estava namorando.

Mas não rir no sentido de debochar da situação mental da pessoa e sim por ser comum entre as pessoas ditas “normais” rir quando alguém fala algo do tipo.

E ela não riu e em momento algum pareceu estar tirando onda com aquelas pessoas. Existia respeito e, especialmente, profissionalismo.

Soube tirar de letra até quando a interna Márcia, em dado momento, passou a “brigar” com ela.

Olhando do lado de cá, não podíamos enxergar naquelas pessoas essa doença mental que era o tema proposto pelo programa. Aparentemente eram mais “normais” que muitas pessoas que convivemos diariamente. Apenas em dados momentos percebíamos que algo estava errado.

E o que estava mais errado, ao meu ver, era o fato de que, quando questionados, diziam não receber visita dos familiares.

Sabe o que é mais bizarro? Qualquer um de nós corremos o risco de surtar dia desses, ainda mais vivendo em um mundo tão louco como esse. E nesse dia vamos gostar de viver no abandono? Creio que não.

E o que é ser louco?

Percebam, usei a palavra normal com aspas, porque eu sinceramente não me considero normal. Não mesmo.

Para finalizar, gostaria mais uma vez de registrar meus parabéns a equipe de A Liga. Muito bom, muito bom mesmo!