Mais Daniela. Menos Joelma. Mais respeito.

3 de abril de 2013 8 Por Endrigo Annyston

Tempos atrás Joelma se envolveu em uma polêmica com um fã gay. Disse que sua religião era contra e os pais  dele ficariam felizes se ele mudasse. Algo assim.

Não teve boa repercussão, mas o caso foi abafado.

Uma assessoria de imprensa competente teria evitado que ela retomasse o assunto e vomitasse tanta abobrinha.

Sinceramente não gosto do tipo de “música” que ela faz e nem acho que seja uma grande cantora. Não chega nem perto disso.

Mas é um grupo de sucesso e que emprega muita gente.

As últimas declarações de Joelma sobre o que podemos chamar de “cura gay” fez com que muita gente se manifestasse contra. Gente “grande”.

Diante de tudo isso, nem um video da cantora tentando se justificar tem feito a situação se reverter a seu favor.

Prevejo menos shows, menos contratos, queda de vendas e poucas participações na televisão. Ao menos por agora.

Acho que ela perdeu uma grande oportunidade de ficar quieta. Pode ter seus conceitos e crenças, mas, quem não ajuda, não atrapalha.

Creio que pais bons são aqueles que, diferente do pensamento de Joelma, podem até discordar dos rumos que os filhos “escolheram” para a vida, os aconselhar. Mas ninguém tem o direito de se meter na vida alheia. Impor conceitos.

Tanta gente trabalhando em prol da causa e ela, que tem o poder da palavra, usa pra negatividade.

Curioso que, enquanto Joelma é detonada pelo que fez, Daniela Mercury surge assumindo namoro com uma mulher. Boato que tinha nascido no carnaval.

Ela sim, admirável. Corajosa. Arretada!

Daniela Mercury, cantora de verdade, saindo do armário, rende dois fatores positivos.

1- Reabre a discussão sobre o amor entre iguais, agora com a vantagem de um “até a Daniela é”

2- Estimula mais pessoas a fazerem o mesmo.

Lembrando que Daniela não é a primeira famosa a sair do armário. Ano passado, depois do sucesso em Avenida Brasil, José de Abreu se declarou bissexual.

Não adianta iniciar um ano novo, como sempre fazemos, desejando paz, se o que plantamos é discórdia.

Amar o próximo inclui respeito. Isso é bom e todo mundo gosta.

Clichê, mas um clichê que vem a calhar.