Michael Jackson é a tradução da palavra talento

26 de junho de 2010 0 Por Endrigo Annyston

Como pode ser? Você não está aqui conosco, nem se despediu. Por Quê você teve que partir e deixar o mundo tão frio?

Ontem estava assistindo alguns especiais do MultiShow em homenagem ao primeiro aniversário da morte do rei do pop e vi a cena de uma jovem – não sei como ela conseguiu essa façanha – que surgiu do nada no palco em que Michael se apresentava e o agarrava, beijava, falava coisas em seu ouvido. Um segurança teve que tirá-la dali e ainda assim ela esperneava, queria ficar.

Olhei aquela cena e pensei em nós, fãs ou admiradores, nessa mesma situação ano passado, nos agarrando em uma ideia de que não, não era possível que MJ tivesse nos deixado. Era surreal demais.

Antes seguíamos o noticiário na maior expectativa, acompanhando a cobertura de uma turnê que tinha tudo para ser inesquecível, a última, antes de fechar as cortinas, como o próprio Michael anunciou.

Pensar que estava tudo prontinho para acontecer e ao mesmo tempo deixar a ficha de que as cortinas se fecharam um pouquinho antes, era inaceitável.

Acompanhar as imagens do documentário This Is It foi uma dor ainda maior, pois víamos o ídolo em plena forma, seja cantando, dançando ou participando ativamente para deixar sua despedida dos palcos perfeita, do jeitinho que ele, com todo seu talento e criatividade, tinha imaginado.

E realmente, mesmo sem ter acontecido de verdade, This Is It foi uma forma de entendermos tudo como um fechar de cortinas, como se a morte também fizesse parte do show, o fim do espetáculo.

É duro dizer algo assim, mas Michael nos deixou em seu melhor momento, parece ter sido escolhido a dedo. Seu rosto tinha uma aparência saudável, diferente de tempos atrás; seu nome não estava mais envolvido em escândalos com crianças, fora absolvido; estava pleno no palco, como sempre. Só dava seu nome na mídia, todos os dias.

A morte de Michael Jackson revela um outro detalhe não sobre ele, mas sobre nós: não estamos preparados para perder nossos ídolos. E Michael é, em minha opinião, a maior estrela da música mundial.

Sò que essa estrela não se apagou. Um dos maiores e mais completos artistas da humanidade para sempre será lembrado. Ele é a verdadeira tradução da palavra talento.

E agora estou aqui, escrevendo esse texto e  imaginando como teria sido um show da turnê This Is It, após tudo o que vi no documentário.

Danado! Esse “Peter Pan” não nos deu esse gostinho, no entanto, deixou um acervo inestimável que o manterá para sempre em nossa memória e em nosso coração.

You’re always in my heart