Nem o Rio nem o mundo estão lindos

Desde que me conheço por gente não me recordo de um ano tão cheio de notícias ruins.

Tragédias naturais ou humanas, elas dominaram o noticiário. As formas mais asquerosas de violência vieram a tona, da possível morte de Elisa Samúdio que pode ter virado comida de cachorro, passando pelo pai que maltratava o filho recém nascido ou a monstra que agredia as crianças matriculadas em sua creche. Enchentes, incêndios, acidentes aéreos ou os mineiros soterrados no Chile.

Agora, novamente os olhares estão voltados ao Rio de Janeiro, aquele cuja música insiste em dizer que “continua lindo”. Sim, as paisagens são belíssimas, mas a violência e o descaso do governo são cada vez mais evidentes.

Eu vejo o Brasil como o país do “empurra a sujeira pra debaixo do tapete e vamos ver no que dá”. E vivemos em um ciclo: todo ano tem enchente, ataques de facções criminosas e caos aéreo.

E apesar das promessas de campanha, não vemos alguém de fato fazendo algo para mudar essas e outras situações. Aliás, até temos a sensação de que algo melhorou, mas, no caso de quem viaja de avião, basta uma data como o Natal para verificar que a situação é a mesma.

A violência urbana idem.

A polícia continua não sendo valorizada e sem receber o suficiente para justificar o risco que correm e, portanto, muitos preferem se aliar aos bandidos.

Bem, o drama de Cissa Guimarães foi mais uma prova disso.

Mas me vejo tão cansado que sequer tenho acompanhado o noticiário, estou me dando o direito de saber que as coisas não estão boas sem me aprofundar no assunto.

Fecho os olhos sim, porém faço isso lamentando, mais uma vez, que o ser humano esteja longe de aprender o significado da palavra respeito. Quando descobrirem, finalmente será a hora de desejarmos um mundo melhor.

Hoje é apenas um sonho distante.

* na imagem uma carta reproduzida pelo G1



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