No mundo dos famosos, ser discreto virou qualidade

18 de janeiro de 2013 0 Por Endrigo Annyston

Domingo Jodie Foster ganhou um prêmio pelo “conjunto da obra” do Golden Globe. Fez um enorme discurso e suas falas repercutiram.

No desabafo, falou de artistas que fazem de tudo para aparecer em capa de revista, como se isso fosse parte do trabalho. Até é, mas não quando a intimidade dessa estrela é o assunto principal.

Sabe que eu não tinha noção de que a atriz era lésbica? São 47 anos de carreira e em momento algum tomei conhecimento disso.

Na segunda-feira, Nivea Maria foi uma das convidadas do Encontro com Fátima Bernardes. E ela foi elogiada por ser discreta.

E não é? Em meio a toda polêmica sobre a traição de Herval Rossano, de seu casamento com Mayara Magri, eu nunca vi Nivea abrindo a boca uma vez sequer.

Em compensação, a outra…

Tanto Nivea quanto Jodie são de uma época em que o trabalho vinha em primeiro lugar. Sim, são de um período onde não existia tanta concorrência e, se tinha, era entre talentos. Não tinham que disputar com rostos, corpos ou com quem trocava mais de parceiro e virava capa de revista por isso.

Ser celebridade hoje já não tem o mesmo sentido de antes. Qualquer um acha que é, desde as “sub” ou as “celebridades da internet”. Se bobear, até bandidos acabam tidos como célebres.

E aí, vendo essas duas atrizes, uma desabafando e a outra sendo elogiada, entendi que estamos vivenciando uma nova era. A das celebridades, que fazem de um tudo pra aparecer, e os profissionais “discretos”, cuja carreira vem antes da vida pessoal.

Pena, pena mesmo que poucos, bem poucos, podem ser classificados assim.