A nova velha novela

Vera Holtz encenando no lixão cenográfico de Avenida Brasil 

 A TV de hoje não é a mesma de ontem. Papo antigo, mas muito verdadeiro. Com a ascensão da famosa Classe C, a dramaturgia se vê obrigada a trazer a tona temas que antes fossem apenas pano de fundo de suas histórias.

Três domésticas protagonizam novelas, moradores do subúrbio e até de um lixão viraram tema. Mas não é de hoje que a vida da Classe A parou de ser assunto principal.

Tramas mexicanas reprisadas a exaustão até os dias de hoje já abordavam a Classe Baixa, como exemplo a famosa trilogia das Marias (Maria Mercedes, Marimar e Maria do Bairro). O diferencial seria que no fim todas conseguiam subir de classe econômica, seja por descobrirem serem herdeiras de algum parente desconhecido ou por casarem com o “mocinho rico” (algo que se assemelha a contos de fadas).

Slogan de Máscaras, o que de certa forma acabou remetendo na audiência da novela 

Máscaras, recente trabalho de Lauro César Muniz, fugiu literalmente desses critérios e vem amargando várias vezes o terceiro lugar da audiência. O público agora diferenciado vem em busca do que se assemelhe a realidade de seu cotidiano.

Histórias complexas e de personagens que mais se remetem a um folhetim policial não são mais atrativas. A novidade de tratar o óbvio do dia-a-dia criou um novo modo de manter o público diariamente. São os novos dramaturgos falando sobre a minoria e de certa forma inovando falando do que é corriqueiro.

* do internauta Guilherme Rodrigues

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