O Brado Retumbante: Quem diria, uma grande comédia

Se eu fosse roteirista de O Brado Retumbante teria começado a minissérie pelo acidente de helicóptero e já colocando a bomba no colo de Paulo Ventura. Aí, além das diversas passagens de tempo, utilizaria flashbacks mostrando os conflitos de Ventura com a esposa e as vadiagens com a amante.

Gosto de estreias assim, que já chegam chegando e prendem a atenção desde o primeiro instante. Primeiras cenas mais morninhas em noite onde todos os olhares estão voltados para o Big Brother Brasil é algo bem complicado.

E complicado também é pegar algo bom, com a qualidade que a gente sempre cobra da TV e trocar pelo BBB. Levei esse puxão de orelha de @margochanning_ via Twitter.

Expliquei, então, que gosto de certa agilidade e avisei para não se surpreender, pois eu tinha detestado o primeiro capítulo de A Vida da Gente e depois me apaixonei.

Aí resolvi rever a estreia de OBR juntamente com o segundo capítulo que perdi por ter optado pelo Cante se Puder, no SBT.

E já estou envolvido.

É bem verdade que O Brado Retumbante não é uma obra popular e de fácil entendimento como foi Dercy, por isso, a audiência inferior. Ao mesmo tempo é possível dizer que mantém a qualidade apreciada na antecessora.

Texto, elenco e direção estão afinados.

Já no segundo capítulo, mais ágil que o anterior e repleto de bons momentos, é possível verificar uma crítica explícita aos governantes e, a partir disso, o deboche com que as falcatruas são abordadas.

Mais dinheiro em malas? Conversas grampeadas? Flagrantes? Corrupção? Chantagem?

Além disso, os dramas que renderam mais conflitos à família de Paulo Ventura. Antonia retomou um casamento de fachada e, certamente, pensou na possibilidade de voltar com o marido que prometeu trazer o filho de volta. Mas… e as fotos?

O que foi aquele barraco com a filha? Quer dizer, filha do p-r-e-s-i-d-e-n-t-e? Problema dela, uai!

Sabe quem me surpreendeu positivamente? Alinne Rosa, a Globo acertou em sua escalação.

Show também de Domingos Montagner, o galã homem-másculo mais desejado na Globo na atualidade – entendam como quiserem -, Maria Fernanda Cândido, Mariana Lima, Luiz Carlos Miele e José Wilker, dentre outros.

Em resumo, enterrei a primeira impressão que tive de O Brado Retumbante e, já que não dá pra levar a sério os comandantes do país, o jeito é rir deles e embarcar na trajetória quase surreal de Paulo Ventura, afinal, político honesto é quase que… gente, e a Luiza já voltou do Canada?

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