O Livro do Boni: O início das séries globais + as garotas propaganda

Outro ponto bastante interessante de O Livro do Boni é a abordagem sobre as séries.

Empolgado com o sucesso de crítica e público de Ciranda Cirandinha, com poucos episódios, Boni desafiou Daniel Filho. Queria, de uma tacada só, quatro séries.

Daniel recuou, disse que não dava. Boni insistiu, ele ficou de pensar e voltou querendo ver no que iria dar.

Foi aí que nasceu a primeira versão de Carga Pesada, grande sucesso com Antonio Fagunes e Stênio Garcia que ganhou nova leva nos anos 2000.

Protagonizada por Hugo Carvana, veio Plantão de Polícia.

Resgatando textos do teatro, nasceu Aplauso.

E… grande sucesso protagonizado por Regina Duarte, Malu Mulher.

Eis o detalhe curioso: Malu nasceu pra ser uma comédia.

Daniel Filho deu início as gravações, mostrou para o Boni e ele chamou de… lixo!

Não era pra ser comédia e sim algo polêmico, de impacto, que mostrasse a revolução feminina, as mulheres querendo os mesmos direitos dos homens.

E foi assim que nasceu essa produção que é um marco na carreira de Regina.

Já pensou se tivessem seguido com a ideia de comédia?

Boni destacou duas outras produções que vieram anos depois: Amizade Colorida (81) e Armação Ilimitada (85).

Ele destaca ainda a retomada das garotas propaganda, estrelas das emissoras de TV que agregam sua imagem a alguns produtos e viram sucesso de vendas.

Segundo Boni, “as supermáquinas de vendagem” da atualidade são Fausto Silva, Luciano Huck e Ana Maria Braga.

“(…)a Ana Maria Braga. É assustadora. Vende uma coisa com a mão esquerda e outra com a direita. Não entendo como ela não se atrapalha dentro da loja virtual que está na sua cabeça. Qual o significado real do retorno dessa técnica de vendas? Acho que merece um estudo.”

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