O tempo passa e as TV´s continuam brigando pra aprender a fazer jornalismo

3 de setembro de 2011 0 Por Endrigo Annyston

Nesta semana o Jornal Nacional completou  42 anos no ar, uma fórmula de sucesso que se reinventou e agradou o público: hoje o informativo é menos formal, mais próximo do telespectador.

Ao mesmo tempo vimos telejornais que mudaram daqui, dali e ainda não encontraram o ponto ideal, é o caso do SBT Brasil. Disseram que seria mais popular mas está mais tatibitati.

Quando os canais de TV não encontram uma fórmula que agrade, logo partem para o lado mais fácil: temas policias.

Se não é sobre assalto, sequestro ou enchentes frequentemente falam sobre drogas ou prostituição.

Preste atenção, são abordagens frequentes no Profissão Repórter, A Liga, Conexão Repórter, Repórter Record e afins, como se o jornalismo não tivesse outras possibilidades.

E existem opções, saúde, por exemplo. Hoje meu programa diário imperdível é o Bem Estar, encontraram ali um tema que é de interesse de todo mundo e fazem uma abordagem interessante e, assim como o Jornal Nacional, conseguem cativar a atenção por não ser tipo uma aula com professor chato.

Outro acerto, volto a repetir, foi o Jornal da Record News, informativo completo, distante do que é praticado pela TV Record que busca o sensacionalismo nos telejornais e, por ser restrito, não se preocupa tanto com audiência e realmente informa. Tem opinião, aprofundamento e a opção de poder conferir a continuidade dos temas via internet. Ou seja, multiplataforma.

Recentemente tivemos também o Brasileiros, Globo Mar, ou seja, existem possibilidades além de assuntos policiais, basta ter vontade de fazer, criar e ter como foco a informação, não a audiência. Acredito que bons índices seja resultado de um trabalho sério.

Veja bem: a primeira versão do Tudo a Ver tinha uma proposta nova e tinha a mesma audiência do Cidade Alerta que voltou para causar no sentido de elevar os números da Record e no entanto tem causado risos.

Em resumo, o jornalismo não deve ser muito focado no inovar e sim no saber fazer. O simples as vezes é suficiente.

Enquanto as emissoras brasileiras não entenderem isso continuarão batendo com a cabeça na parede atrás de respostas.