Os 41 anos bem vividos do Jornal Nacional

Finalizei nesta semana a leitura do livro de William Bonner, Jornal Nacional – Modo de Fazer. A intenção realmente era tratar sobre o livro nesta data onde o principal telejornal do país celebra mais um aniversário.

São 41 anos de uma trajetória vitoriosa e repleta de desafios superados e que resultaram em aprendizado.

E o livro de Bonner fala sobre uma curiosidade que é comum entre muitos telespectadores: como é feito o telejornal?

Para o telespectador comum imaginar todo o trabalho necessário para se colocar um telejornal no ar é ainda maior. Eu, como jornalista, já participei de um como repórter e apresentador e conheço boa parte dos desafios. Obviamente que em menores proporções, não era o principal telejornal do país, como já afirmado.

Mas eu sei, por exemplo, o quão insuportável é produzir uma simples reportagem. Eu digo isso porque realmente precisa gostar, é muito, muito trabalho. E sabe o que é pior? Você termina uma e já precisa começar outra na sequência.

Você tem que colher informações, buscar entrevistados – nem todo mundo gosta de aparecer na TV -, buscar por imagens para ilustrar o que é falado, gravar sua passagem – quando o repórter aparece na TV – com o texto d-e-c-o-r-a-d-o. Dependendo o assunto, tem que fazer isso ao vivo. E etc e tal.

Ou seja, é desgastante.

Por isso eu não achava graça quando alguns babacas resolviam ficar brincando enquanto os repórteres da Globo estavam fazendo alguma cobertura. É uma total falta de respeito, tira a concentração.

Apesar disso, ver o material pronto e bem feito é um prazer muito grande.

Agora, apresentar o telejornal no estúdio, todo bonitinho e maquiadinho, ah, isso é bem, bem mais fácil. E é gostoso.

No entanto, como disse, é bem diferente da visão e do que é tratado por Bonner no livro.

Ele fala, por exemplo, dos dias comuns do jornal e cita passagens atípicas, como quando por um “milagre”  recebeu ajuda de freiras para conseguir fazer a cobertura da morte do Papa, sobre o navio que afundou durante a Caravana JN ou sobre seus próprios erros.

E sabe o que mais? Esse cara é bem humorado até quando escreve, o que torna a leitura pra lá de prazerosa.

Agora, imaginem, se eu “pobre mortal” disse que é um prazer ver um material produzido bonitinho no ar, imaginem após a grande aventura que é produzir uma edição do Jornal Nacional comandar essa nave que é a maior janela do telejornalismo no Brasil?

Não dá pra imaginar, não mesmo. E eu acho que é o sonho de muitos jornalistas vivenciar essa experiência.

Eu super recomendo a leitura e aproveito, por fim, para parabenizar o Jornal Nacional por seus 41 anos. Merece esse reconhecimento.

* Saiba mais sobre Jornal Nacional – Modo de Fazer



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