Passione: Entre tapas e beijos

19 de junho de 2010 0 Por Endrigo Annyston

Me sinto entre “tapas e beijos” com a telenovela Passione, de Silvio de Abreu.

Quando o folhetim estreou senti um gosto amargo de “mais do mesmo”, que é algo que não procuro na TV, porém, existem produtos deste tipo com um gostinho especial, como é o caso de Escrito nas Estrelas e, mesmo não sendo novidade, a gente acaba seguindo.

Resolvi insistir não por estar órfão de uma boa novela, pois como dá para perceber adoro a trama das 18h, mas porque estamos falando da “novela das oito”, aquela que a maioria das pessoas assiste mesmo quando não é aquela “Coca Cola toda” – também por acreditar que nada poderia ser pior que o que vimos em Viver a Vida, e eu tinha necessidade de comprovar isso.

Fui ficando primeiro por Fernanda Montenegro – motivos óbvios – e depois pela delícia que é a personagem Brigida, da também espetacular atriz Cleide Yáconis. Com isso fui me interessando pelo núcleo das duas, depois pelo de Vera Holtz…

Agora vamos aos “tapas e beijos”:

Tem muito mais beijos que tapas. Depois das edições feitas para tornar os capítulos mais ágeis Passione melhorou e muito, mas ainda existem arestas que carecem atenção.

1- A Stela de Maitê Proença é artificial demais, precisa de mais vida, pra que possamos entendê-la;

2- Reynaldo Gianecchini parece estar interpretando o Pascoal de Belíssima e isso não é nenhum elogio, ele é um dos destaques da novela e precisa se empenhar mais;

3- O núcleo italiano é muito, muito chato – tirando a Agostina;

4- Acho, por fim, que ainda falta alguma coisa na personagem de Irene Ravache, não está me convencendo – não pela atriz, lógico;

De resto acredito que Passione tem tudo para crescer, especialmente por seu ingrediente principal, que é o humor.

É garantia de boas risadas no final de noite!

* por Endrigo Annyston