Ponto de Vista: Escrito nas Estrelas salva a safra atual de telenovelas

Existem várias críticas e opiniões divergentes. Mas, em todo o caso, o brasileiro gosta de telenovelas. Não só gosta, como palpita, critica, comenta e analisa. Querendo ou não, é o gênero que mais dá audiência na TV aberta e que possui um dos maiores faturamentos comercial – quando bem sucedida, é claro. Este início de ano não tem sido tão bom para a TV Globo. A novela das sete, “Tempos Modernos”, é um verdadeiro fiasco. Já “Passione”, apesar do elenco estrelar, ainda não mostrou a que veio e precisa de um “tempero” para conseguir conquistar o telespectador.

Entretanto, nem tudo está perdido. Eis que surge no horário das seis, a novela “Escrito nas Estrelas”. Um verdadeiro azarão no pálio global! Nos últimos anos, esta faixa não tinha dado muita sorte. Uma trama sim, outra não, emplacava. No ano do centenário de Chico Xavier, o Plim-Plim surge com um folhetim original que discute não só a temática espiritualista, como também a científica, ao por em debate a concepção de um filho de um pai falecido.

Elizabeth Jhinn não tinha um histórico muito favorável, mas surpreendeu a todos. “Eterna Magia”, sua primeira novela na TV Globo, também em horário das seis, não foi muito bem sucedida. Apesar da proposta de tratar o universo Wicca, a trama teve que mudar alguns caminhos de personagens e da própria história, devido a uma pesquisa encomendada pela emissora. Hoje, em “Escrito nas Estrelas”, a história é outra. A autora acertou o prumo e criou um folhetim original, contemporâneo e envolvente.

A escolha do elenco é outro ponto que merece destaque. A Antônia, de Suzana Faini, emociona pela sensibilidade e a verdade com que a personagem dela cuida com tanto carinho da família Aguilar. Já Nathália Dill – em sua segunda protagonista, convence como a determinada Viviane/Vitória que tenta se livrar do chantagista Gilmar – vivido por Alexandre Nero, que elege a bela para ser a mãe do herdeiro Aguiar e, desse modo, abocanhar uma boa parte deste dinheiro. Além disso, as cenas do “além” da novela são de encher os olhos: um capricho fascinante! Pena que a abertura da novela seja tão fraquinha…



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