Ponto de Vista: Escrito nas Estrelas aprofunda o espiritismo

5 de junho de 2010 0 Por Endrigo Annyston

Escrito nas Estrelas é um presente para os fãs de telenovelas. Em meio a tantas opções apenas a trama de Elizabeth Jhin se salva. Não pela originalidade, mas por ser uma delícia de assistir.

Apesar de não ser uma abordagem nova, o folhetim tem lá suas vantagens e diferenças quando comparada a outras novelas que trataram sobre a espiritualidade, como A Viagem e Alma Gêmea. É mais completa.

Elizabeth leva ao telespectador de forma leve e sem chocar, experiências como o “sair do corpo” e se encontrar com pessoas que já não estão mais nessa vida e até dialogar com elas; ver pessoas ou transcrever o que é dito “no outro mundo”. Também já vimos Viviane volitando com Daniel.

Sou leitor dos livros de Zibia Gasparetto e situações assim são comuns em suas publicações, mas ainda não tinha observado em telenovelas, por isso julgo Escrito nas Estrelas mais completa nesse sentido.

O interessante é que o telespectador comum, aquele que não acredita no que está vendo na tela, acha bonito. Se emociona.

E a abordagem espírita, apesar de ser o foco, não impede que o folhetim amplie seus horizontes, ou seja, tem histórias paralelas que também fazem diferença.

Escrito nas Estrelas é rica em texto, direção e tem um elenco espetacular, escolhido a dedo, não a toa tem sido a melhor audiência da Globo no horário nos últimos anos.

Mas nem tudo é 100%: Humberto Martins brinca de atuar em meio a um elenco em que até o filho de um diretor – o que lhe dá vantagens – se mostra profissional e competente. É o único defeito da novela.