Ponto de Vista: Viver a Vida e a antagonista que vira protagonista


Por Wander Veroni*

As novelas de Manoel Carlos ficaram famosas por possuir ingredientes que caracterizam os seus folhetins. Uma Helena, o bairro carioca Leblon, um garanhão e uma campanha social. Pelas chamadas, Viver a Vida tinha tudo para ser a melhor telenovela de Maneco, mas não foi. O que é uma pena, pois tinha fôlego para isso: pela primeira vez teríamos uma protagonista negra na novela das oito que não discute, necessariamente, questões ligadas ao preconceito racial – o que é um avanço.

Até aí tudo bem. Só que a Helena – de Taís Araújo, é muito chata e estereotipada. Ela Vive um drama que não é necessariamente seu e adora sofrer o problema dos outros. Parece que só agora, nos 45 do segundo tempo, que a Helena vai viver um drama bem particular: se envolver com o filho do seu ex-marido – sem ela saber desse detalhe, no melhor estilo tragédia grega. Ou seja, vem aí mais um clichê.

Além disso, a trama é arrastada. Nada acontece. Se você ficar sem assistir um capítulo por uma semana (ou mais) o telespectador continua entendendo tudo o que se passa. A falta de agilidade dos acontecimentos me cansou e, pelo menos nesse horário, prefiro assistir outra coisa. Dica: para quem curte seriados americanos e não tem TV Paga, assista o Terra TV. Tem vários títulos totalmente de graça. Recomendo.

Mas, voltando ao assunto…acabou que Lilia Cabral e Aline Moraes se tornaram protagonistas da novela, pela qualidade e verdade das suas interpretações como Tereza e Lucina, mãe e filha, respectivamente. A campanha social da personagem cadeirante de Luciana é sim o ponto forte da trama, assim como o tema superação. O elenco tem vários destaques como Bárbara Paz, Mateus Solano, Christine Fernandes, entre outros. Outra característica interessante são os depoimentos no final de cada capítulo que são exemplos de força de vontade e otimismo. Muito bem sacado!



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