Ponto de Vista: Viver a Vida – por que eu não consigo abandonar?

Viver a Vida, novela de Manoel Carlos, tem testado o limite da minha paciência. Desde a estreia tenho insistindo, acreditando que poderia melhorar. Mesmo não sendo a novela que eu desejava, tinha o fator de Maneco ser meu autor favorito, de alguns atores do elenco serem um show a parte e de o texto mexer comigo.

Aí a gente liga a TV e parece que a trama vai acontecer. Na sequência vem uma semana horrível, sem relevância, para, por fim, voltar a ser interessante.

E assim a novela não é linear e muito menos tem barriga. Ela tem obesidade mórbida e não consegue perder essas “calorias” para poder desfilar na passarela televisiva com todo o potencial que tem, mas que fica reprimido devido ao seu “medo” de acontecer.

Disse certa vez que já tinha insistido demais com Viver a Vida para abandoná-la, por isso seguiria até o fim. E vocês não sabem como tem sido difícil.

É a pior novela da carreira de Manoel Carlos e eu não vou dizer o contrário por ele ser meu favorito. Mas há um porém: não é a pior telenovela como conjunto da obra.

Tem como não amar a história de amor de Miguel e Luciana – tentem se lembrar de quantas vezes você torceu para uma mocinha… – e até ter uma invejinha de um amor tão lindo? Ou não admirar uma mulher com a garra de Helena – diferente de muitos, eu penso assim -, admirar também Teresa, especialmente por tudo o que Lilia Cabral representa e é capaz de fazer, ou querer esganar Ingrid?

E há, acima de tudo, um ponto principal: tem como não se curvar diante do que Maneco e Alinne Moraes fizeram com Luciana, todo o exemplo dado e a lição de vida?

E é por esses motivos citados que até hoje eu insisti, e, mesmo querendo pular fora do barco, não consegui desistir de Viver a Vida. Fosse apenas por Alinne, Matheus Solano, Lilia, Taís Araújo e Natália do Valle essa seria o melhor folhetim escrito por Maneco.

Mas não é, exatamente por existir todo o resto e pelo fato de o autor não conseguir lhes dar a mesma cor.

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