Por isso tenho orgulho do Profissão Repórter

Eu acho que um programa que passa informação tem uma responsabilidade muito grande. Você não pode simplesmente falar sobre prostituição e ficar por isso mesmo.

E ontem mais uma vez o Profissão Repórter mostrou porque é referência. Fiquei sensibilizado com a história de Welington, homossexual e garoto de programa assumido que disse não gostar do que faz e deseja sair dessa vida.

Segundo ele, a única pessoa da família que ainda o recebe é sua avó. E se você acha que ela ia passar a mão na cabeça do rapaz tá muito enganado: disse com todas as letras e para todo o Brasil que é contra o jeito que ele leva a vida.

Ele também mostrou marcas em seu corpo e, segundo afirma, quase morreu por conta de seu estilo de vida.

Eu nunca falei abertamente sobre o assunto e acho que minha grande marca nesses dez anos é a sinceridade. Vamos?

Não tenho preconceito em relação aos profissionais do sexo.

Não vejo diferença quando comparo com quem vai para uma balada para beijar quarenta ou transa dentro dessa mesma boate com um desconhecido qualquer em um daqueles “quartinhos escuros”. Ah sim, tem uma diferença: não ganham dinheiro por isso.

No entanto, correm os mesmos riscos de se contaminar ou de ser agredido por essa outra pessoa que nunca viu na vida.

Entendem o que quero dizer? Acho mais hipócrita ainda quem chama de puta ou coisas piores pessoas que vivem assim mas já fizeram uso dos programas ou se divertem vendo um filme pornô.

Além disso, me incomoda pessoas como o homem casado que tem filhos e faz programas. Ele disse que precisa mas que mesmo se tivesse um retorno financeiro em outro trabalho seguiria com os programas porque gosta.

Isso sim pra mim é coisa de gente ordinária pois coloca em risco a vida de sua mulher que sequer sabe o que ele faz para ganhar dinheiro.

Acho uma falta de respeito com ela, é seu direito saber e conhecer de verdade quem é o homem com o qual vai para a cama.

Casamento aberto é uma coisa, putaria é outra bem diferente.

Enfim, é isso.

Nota mil para o Profissão – e já sabemos que dizer isso é chover no molhado.



Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *