Quase todas as tramas paralelas de A Regra do Jogo são irrelevantes

Quase todas as tramas paralelas de A Regra do Jogo são irrelevantes

27 de outubro de 2015 2 Por Endrigo Annyston
As tramas centrais sempre foram o forte das novelas solo do João Emanuel Carneiro, já as paralelas sempre foram um problema mesmo nas novelas de grande sucesso do autor. Com A regra do jogo, que ainda não engrenou, não é diferente. A trama central está boa, interessante, mas as outras são de uma irrelevância e uma falta de graça gritante.
O Morro da Macaca está para A regra do Jogo como a Turquia estava para Salve Jorge ou seja poucos personagens dos muitos apresentados têm importância, têm ligação com a trama central. É claro que não daria para colocar no morro só personagens chaves, os coadjuvantes fazem parte, mas poderiam ser em menor quantidade e ter alguma graça. Merlô e suas duas namoradas são de uma chatice tremenda.
O personagem do Bruno Mazeo e a sua esposa são totalmente deslocados e sem graça nenhuma e por falar em falta de graça temos o núcleo do Feliciano. É um suplício aquele monte de personagens chatos em tão pouco espaço físico. Um tanto de gente sem função praticamente nenhuma na novela. A situação deste núcleo é pior que a do Morro da Macaca. A não ser que o Feliciano seja o chefe da facção não vejo o porquê da existência do núcleo e se a intenção é fazer humor também não estão conseguindo, pois graça é o que não tem ali.  Por falar em facção seria de bom grado que ela jogasse uma bomba naquela cobertura e mandasse aquele núcleo para os ares.  
O autor consegue fazer humor com a Atena, por exemplo, que depois de começar sem graça e deslocada achou o tom e seu lugar ao se juntar com o Romero e com o Ascânio. Eis um exemplo de que não basta querer fazer humor, o personagem tem que ter uma função. Personagens e núcleo de humor soltos em novela costumam não funcionar a não ser que o autor tenha muita habilidade no ramo, o que não é o caso do João Emanuel Carneiro. Fico por aqui, um abraço a todos.

* Por Gilmar Moraes