Que porra de filme bom é esse?

Assisti aos dez primeiros minutos de O Homem do Futuro e pensei: que porra de filme ruim é esse? Curioso, né? Estava quase desistindo quando sei lá o que se passou pela minha cabeça e resolvi que veria mais um pouco. E o ruim virou bom, ótimo, uma das melhores produções do cinema nacional.

Embalada por um clássico delicioso do Legião, o longa trata sobre uma vontade que a gente sente, sentiu ou vai sentir pelo menos uma vez na vida. Que tal voltar no tempo e mudar aquele detalhezinho incômodo? Ou, quem sabe, ajudar nosso “eu” a ganhar na loteria? Ô, que maravilha!

João mostrou que não é bem assim e a gente sabe que não. Onde está escrito que só é possível ser feliz tendo milhões no bolso? Aliás, quem garante que todo mundo com dinheiro é feliz? Fosse assim não existiria tanta gente na terapia.

E o fato de concordar com isso fez com que o finalzinho, aquela história do “valeu a pena esperar”, emocionasse.

É bom, especialmente, para verificar o quão bem Wagner Moura interpretou as três faces de um mesmo personagem. As diferenças são perceptíveis no adolescente amalucado, cientista revoltado e milionário falido.

Bom, inclusive, por todo o resto. Dá orgulho do cinema nacional, mesmo explorando uma ideia já usada em outras produções mas que ganhou um diferencialzinho que faz valer a pena!

+ Homem do Futuro

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