Que Rei Sou Eu? chega ao fim, um clássico!

21 de janeiro de 2013 0 Por Endrigo Annyston

Chegou ao fim na última sexta, com reprise nesta segunda, a reprise de Que Rei Sou Eu?

Os leitores do Cena Aberta sabem que há anos desejava a possibilidade de rever esse folhetim. Estava, por exemplo, no Top Five Novelas das Oito que merecem reprise.

Viram a primeira posição? Rainha da Sucata! Hey, eô eõ!

O que significa, portanto, que não sou arroz de festa, quando digo que estou realizando sonhos com o Viva, é a mais pura realidade. Renascer está no ar e A Próxima Vítima entra na sequência. Das citadas, só vai ficar faltando mesmo Tieta e Pedra Sobre Pedra. Celebridade acho que ainda vai demorar um bom tempo.

Enfim, o assunto é a trama de Cassiano Gabus Mendes.

Na verdade QRSE entraria para a categoria de tramas com prazo de validade, como Quatro Por Quatro e Vamp, que eu desisti de assistir. Mas, tem um detalhe importante: é um clássico, assim como as citadas para reprise no Top Five.

Impossível, impossível mesmo deixar de lado o espetáculo que é a atuação de Tereza Rachel como Rainha Valentine. Um show a parte, a novela é praticamente da atriz. Rouba todas as cenas.

Um trabalho de composição impecável, a verdadeira “rainha louca”. Uma pena, pena mesmo Tereza fazer tão poucos trabalhos na TV.

Espetáculo, também, o Pichot de Tato Gabus Mendes, curiosamente filho do autor. Poderia ter uma atuação mediana, mas, para mim, foi um dos grandes destaques. Bem sabemos que tem filhos de famosos que conseguem espaço unicamente por isso, o sangue. Ele e Cássio, no entanto, são excessões.

E o Antônio Abujamra? Ravengar é uma das melhores memórias de minha infância, com aquele cabelo esquisito. Vera Holtz, divertisíssima como Fanny. Muito bom o final da personagem!

Ainda tinha os conselheiros, outro excelente motivo para rever esse folhetim. John Herbert, Jorge Dória, Carlos Augusto Strazzer, Laerte Marrone e Oswaldo Loureiro, sensacionais! E Claudia Abreu? Desde menina, perfeita!

Ah, claro, a possibilidade de matar saudades, também, da inesquecível Zilka Salaberry.

Sinceramente não me recordava que a passagem de Dercy Gonçalves pela trama era tão curta, ainda assim, deixou sua marca por ali.

Enfim, são vários os motivos que tornam essa história imperdível, apesar de não ter o mesmo apelo do período em que foi exibida.

Uma novela que, com “jeitinho”, tentou fazer o brasileiro acordar. Pena que, passadas quase três décadas, a situação não tenha mudado muito. Ou aprendemos a votar? Pois é.

Um belo final. Adoro quando o elenco se reúne para se despedir de seus personagens, celebrar o fim do trabalho.

O Viva é um privilégio, nos dá a possibilidade de rever produções que a Globo simplesmente esqueceu em seu baú.

É a verdadeira fábrica de sonhos. Não a Fábrica, lógico, mas a “loja” que os distribui.

Que venha Rainha da Sucata. Hey, eô eô!!