Record e Band agem como policiais e manifestantes agressivos

Record e Band agem como policiais e manifestantes agressivos

18 de junho de 2013 11 Por Endrigo Annyston
Foto: Lluis Gene/AFP

Ontem as manifestações contrárias ao aumento do preço cobrado em transportes, a precariedade dos serviços públicos e custos da Copa levou mais de 250 mil pessoas às ruas do país.

Também protestavam contra a violência urbana. Os protestos da semana passada não terminaram bem por conta da ação policial. Uma das imagens mais chocantes foi a da jornalista da Folha com o olho ferido.

Mas protestavam contra a violência sendo que alguns saíram de casa pra causar tumulto, contrariando o ideal do protesto. Como lutar pela paz se você não pratica? É possível fazer manifestação, barulho, sem depredar patrimônio e ferir semelhantes.

A mesma forma agressiva que algumas emissoras de TV agem em meio a desgraça. Sentem o cheiro de violência e tornam o sensacionalismo protagonista.

Ontem a Record suspendeu a exibição da série CSI e seguiu com o Jornal da Record até a faixa de Dona Xepa. Não contente, ainda exibiu um Câmera em Ação sobre o assunto. E segue falando sobre as manifestações full time. Ontem, ficou sem intervalos comerciais para não perder audiência – e isso em meio a crise que vivem, nem assim respeitam os anunciantes.

Já Datena varou a noite com o Plantão da Band no cenário do Brasil Urgente. Nem o pastor que paga pelo horário deu as caras.

Isso não é informar, é fazer baderna. Informar é o que a Globo fez: a cada intervalo de suas atrações Christiane Pelajo entrava ao vivo com novas informações.

O contrário disso é repetir notícia ad nauseam com a clara intenção de obter vantagem em cima disso.

É por isso que canais assim não vão pra frente. Felizmente temos muitas tragédias e desgraças, mas não tantas capazes de segurar o “jornalismo” desses canais o ano todo em alta.


Ps.: Só acho uma pena, mesmo, o brasileiro não ter feiro o mesmo em época de Mensalão…