Record erra mesmo quando está acertando

Ontem fiquei de olho no Domingo Espetacular. Queria saber se a Record faria uso do famoso “dois pesos e duas medidas”.

Explico: anunciaram a semana inteira que teriam uma “reportagem especial” sobre o bafafá que rolou no Big Brother Brasil, assunto que exploraram a exaustão durante toda a semana.

Achei que a Record se mostrou extremamente imparcial ao tratar o assunto, pegada bem diferente do que rolou durante a semana. Estavam repercutindo de forma bem próxima da realidade.

O problema? No finalzinho fizeram uso de algo que adoram, a lavagem cerebral.

“Tem gente que diz que não vai mais assistir ao programa”, dizia o repórter. E terminou nesse ritmo, induzindo o telespectador.

Foram 20 minutos contados, tempo comum nas reportagens do programa. Exploram um assunto até a última gota.

E eu falei de dois pesos, duas medidas, né?

Pois é, queria saber se dariam o mesmo espaço para a falsa grávida de quadrigêmos, mulher que praticamente virou um reality show na programação da emissora.

Ela teve os mesmos 20 minutos do BBB. O problema?

Socaram a bucha a semana inteira no programa da concorrente e, em momento algum, vi na reportagem algo como “nós erramos ao acreditar em sua história” ou “a Record se arrepende de ter acreditado na história dessa mulher e, por, ao lado dela, ter enganado o telespectador”.

Faltou um mea culpa. É fácil falar da responsabilidade da concorrente sem deixar claro que também errou.

Diria, portanto, que houve um empate. O Domingo Espetacular acertou e errou na exibição das duas reportagens.



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