Rede Globo em 2012: avaliação

A Globo vive uma fase interessante. Nos anos setenta a emissora quis deixar de ser popular e investiu em qualidade. Nascia o “padrão Globo de qualidade”.

De uns tempos pra cá resolveram se aproximar da Classe C, a que mais cresce no país. Mas se popularizaram sem que chegassem ao popularesco.

Telejornais mais conversados, menos engessados, um Globo Esporte rejuvenescido, novelas mais próximas da realidade do país como Fina Estampa, Cheias de Charme e Avenida Brasil, com sucesso de público.

Nos últimos anos investiu em muitas séries. Em 2012, no entanto, resolveu dar uma freada e não produziu nem especiais. Apostou em sucessos do ano passado e trouxe apenas Louco Por Elas como novidade.

A mudança brusca, retomando a década de oitenta quando tinha o TV Mulher, se dá por conta da estreia de Fátima Bernardes e o abandono do formato infantil diário. E é uma mudança e tanto pra um canal que tem receio de “trocar o certo pelo duvidoso”.

E a Globo está bem desse jeito: mudando, aos poucos, tranquila. Mas já não é a mesma há muito tempo.

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