RENASCER: Um final sofrível para uma novela devagar quase parando

RENASCER: Um final sofrível para uma novela devagar quase parando

5 de setembro de 2013 5 Por Endrigo Annyston

Enfim terminou a reprise de Renascer no Canal Viva, em vésperas de completar um ano no ar. Muito, muito tempo mesmo para uma produção que não saia do lugar.

No imaginário dos noveleiros de plantão, tal qual no caso de O Rei do Gado, uma primeira fase incrível e que deixa saudade. Depois, nas duas novelas, meses e meses de embromação. Uma trama que fica andando em círculos e que, hoje em dia, espanta qualquer telespectador, mesmo que ele tenha muito boa vontade.

Aqui, neste mesmo espaço, já listei algo extremamente irritante neste folhetim de Benedito Ruy Barbosa: o incontável número de personagens que passaram a história ameaçando ir embora – e só Teca foi, no final das contas. Ah, e Joaninha, mas depois ela ficou com o padre!

O pior de tudo, mesmo, foi esse capítulo final arrastado, todo centrado em Zé Inocêncio. Nada mais aconteceu por aquelas bandas, só a morte de painho. Aí ele morre, reencontra Maria Santa e a novela acaba.

É o tipo de produção que eu nem deveria ter começado a assistir, teria sido muito mais proveitoso mantê-la em minha memória afetiva.

Mas valeu por um detalhe: confirmei o que já sabia, Adriana Esteves foi injustiçada.

E só.