Retrô: #ALiga ainda não se encontrou totalmente

3 de janeiro de 2011 0 Por Endrigo Annyston
Os últimos episódios de A Liga tem deixado uma sensação de que está faltando alguma coisa.
Sim, é um dos melhores programas da televisão brasileira e rapidamente conquistou seu espaço, mas é preciso dar continuidade aos temas propostos.
Por exemplo: semana passada vi alguém – não me recordo quem – questionando que havia a necessidade de explorar melhor o fato de a repórter ter passado dias comendo apenas alimentos destinados a alguns idosos. Depois mandou ver numa pizza e ficou por isso mesmo.
Não era importante e necessário um barulho maior em cima disso? Rafinha, no primeiro programa, se alimentou como um mendigo e ali era uma crítica clara ao fato de excluirmos essas pessoas da sociedade.
Teve ainda a abordagem com garotos de programa onde quem assistiu – se tiver cabeça fraca – fica com a impressão que putz, que maravilha tirar 10 mil reais assim tão fácil. E o outro lado?
Esses questionamentos tiveram início quando eu disse certa vez que o Profissão Repórter “terminou” uma reportagem sobre prostituição que A Liga tinha começado. Ali ficou visível que o programa estava devendo.
E a partir disso também dá pra questionar as inúmeras vezes que falam sobre prostituição ou homossexuais.
Fica claro, assim, que a intenção é encontrar um meio rápido de dar audiência.
Ou não existia outra comunidade para ser mostrada?
E não estou abrindo esse espaço para dizer que o programa é ruim. Afirmei no início e insisto: é uma grata surpresa na televisão, no entanto, algumas coisas precisam ser revistas.
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Ontem, aliás, o programa foi muito bem e fez média de 8 pontos. 
* post publicado originalmente em 30 de junho de 2010