“Ritmooo, é ritmo de festa…”

* por Emanuelle Najjar

Tio Sílvio, tio Sílvio… mais uma vez sendo tema da coluna. O que será que ele andou aprontando? Tudo bem, ok motivos não faltam para que seu nome esteja sendo tão citado. Não somente pelos problemas com um de seus empreendimentos, ou por seu incrível talento de trollar as pessoas. Mas talvez por seu aniversário.

Ok, não é  como se todos soubessem qual é sua idade de verdade. É difícil tentar adivinhar quando, digamos se em breve terá 80 anos embora tenha um corpinho de 60. De qualquer modo é uma data a ser comemorada, afinal não é todo mundo que tem uma trajetória como essa. De camelô à empresário de sucesso é um caminho demorado e árduo pra trilhar, digno de livros de autoajuda e contos de fada, ou até mesmo de filmes da Sessão da Tarde. Uma trajetória que há pouco foi retratada em programas de TV de outras emissoras, porque, mais do que se tratar de um ícone da televisão brasileira também é mais um daqueles casos de vida próspera que nos fazem crer – quem sabe – na existência de divindades e recompensas.

Amado, odiado, invejado. Como já era de se esperar, aqueles que tem talento e poder em mãos sofrem as consequências. Expor-se por vontade própria, por gosto, convicção – ou tudo isso junto – afronta muita gente. Dizem que no Brasil, sucesso é uma ofensa pessoal. Talvez não haja nenhum motivo para discordar. Definitivamente não há.

Como eu li outro dia, não sei exatamente em que site de notícias um texto onde ele era o foco das atenções durante o auge das notícias sobre o rombo financeiro do banco Panamericano, Sílvio Santos é amado como aquele tiozinho louco que provavelmente todas as famílias tem. Aquele senhorzinho cara de pau, irreverente e sem papas na língua que, apesar dos transtornos e estranhezas de seu comportamento, todos o adoram. Claro que o texto estava longe de ser confete ou algo minimamente elogioso, porém mesmo assim ele disse algo verdadeiro. Sílvio Santos, pelo menos na visão desta pessoa que está ocupada escrevendo este texto, é o próprio tio doido.

E para o nosso bem, que bom que pessoas assim ainda existem.

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*  Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)



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