Salve Jorge e Guerra dos Sexos: Diferenças fundamentais

23 de janeiro de 2013 0 Por Endrigo Annyston

LASTIMO

A sequência da morte de Jéssica em Salve Jorge. A cena foi muito bem feita, Carolina Dieckmann arrasou, foi seu melhor momento na televisão em anos.

Posto isso, a crítica. Salve Jorge é uma novela que retrata a realidade, não abre espaço para muitas viajadas na maionese porque não é fantasiosa.

Aí vem a duvida de muitos: como uma pessoa que está atordoada, tinha acabado de fazer uma denúncia sobre tráfico de mulheres, desesperada, arruma um tempinho para ir no banheiro retocar a maquiagem?

E aí vem uma Lívia com uma seringa prontinha dentro da bolsa, e ataca Jéssica. Que morre.

Repito, a cena foi muito bem feita, mas não desce nem com Coca Cola.

Fora que Claudia Raia estava se sentindo Jéssica Habbit, de Uma Cilada Para Roger Habbit. A criatura quase nem se mexe para não desmanchar o cabelo.

Lastimo, ainda, Glória Perez. Do alto de seus 64 anos continua agindo feito uma criança. Será que nunca ouviu um não na vida? Não sabe que as pessoas tem opinião própria, e portanto, tem o direito de gostar ou não das coisas?

Depois da cena estava batendo o pé dizendo que tem gente fazendo fake para lhe confrontar.

Ah, me erra. A pessoa ganhou um Emmy e, por isso, se sente a rainha da cocada preta.

Acho que ela deveria descer de seu pedestal e trabalhar para dar jeito em sua novela. Salve Jorge tem apenas a história principal andando enquanto os outros núcleos estão abandonados, com atores que ou não aparecem ou surgem na tela uma vez por semana.

Se ela trabalhasse mais e perdesse menos tempo falando abobrinha no Twitter, acredito que a trama fluiria.

ESTIMO

Enquanto isso Guerra dos Sexos exibiu ontem seu melhor capitulo. No box de comentários do Cena Aberta alguns dizendo não entender onde está a graça. O internauta Raf até disse que parecia A Turma do Didi.

Felizmente Guilherme Rodrigues, nosso colunista, deu a resposta que eu daria: como no caso de Clô Hayalla, é preciso embarcar na brincadeira, senão realmente vai achar que está fora do tom.

E é isso, Guerra dos Sexos é uma grande brincadeira, sem qualquer compromisso com a realidade. É, na verdade, quase um desenho animado.

Ontem, aliás, era uma clara referência ao desenho “Corrida Maluca”, como fez anos atrás Andréa Maltarolli com sua deliciosa Beleza Pura.

Ou, como explicar Olívia com golpes capazes de derrubar um segurança e saindo feito louca numa moto?

Clô berrando suavemente na biblioteca?

Nando sem pressa alguma pra salvar a Dona Roberrrrrta? Ou, pior, o carro deles, que saiu muito depois de Olívia e Seu Otávio, alcançando os dois patetas?

Melhor de tudo, aquela briga no restaurante? Sério, parecia briga de gato. Hilário, sensacional!

Silvio de Abreu escreveu uma sequência muito, muito boa. E faz por merecer o registro.

E é isso o que diferencia as duas novelas. E o que difere os dois autores.

Enquanto Perez fica de picuinha nas redes sociais, Abreu bateu o pé e foi trabalhar, até que conseguiu tornar sua história atraente. E imperdível.

E eu não perco por nada o capítulo de hoje!