SANGUE BOM se transforma numa mistura de várias novelas

SANGUE BOM se transforma numa mistura de várias novelas

11 de julho de 2013 9 Por Endrigo Annyston

Se Sangue Bom não fosse uma boa telenovela, seria possível dizer que virou um samba do crioulo doido. Basicamente a trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari não tem identidade própria. É fácil concluir que os autores beberam na fonte de Tititi, sucesso da dupla, e em recentes fenômenos de audiência da casa: Avenida Brasil e Cheias de Charme.

Tititi repercutiu bastante especialmente por conta dessa brincadeira de os autores brincarem com outras produções da Globo. Partindo dessa ideia, Sangue Bom não apenas brinca, estão fazendo um remake de Avenida Brasil, ao menos o “núcleo Nina”. Tina se veste como a personagem de Débora Falabella, mas, mil vezes mais esperta que a outra, já está fazendo a vilã pagar por seus pecados. Não a toa Tina soltou um #chupaNina no capítulo de sábado.

De Cheias de Charme Sangue Bom herdou parte do elenco. De cara era possível ver Sérgio Malheiros interpretando basicamente o mesmo tipo: grafiteiro. Logo surgiu a Mulher Mangaba na tela e, tal qual o folhetim de Izabel Oliveira e …, alguns hits são explorados de tempos em tempos e usam a internet para tentar gerar o mesmo barulho das Empreguetes. E até usam esse termo para tratar as domésticas.

Também é possível enxergar em Giane traços de Cida: tal qual a empreguete, Giane viveu uma transformação visual.

Logicamente que, desde o início, também existia um ar de Malhação em Sangue Bom. Essa impressão se diluiu porque o núcleo jovem não pegou. As veteranas Giulia Gam e Marisa Orth roubaram a cena e são campeãs de repercussão nas redes sociais.

Curioso é que, ao mesmo tempo em que Sangue Bom foi lançada como se fosse uma Malhação das sete, a nova temporada da novelinha teen chega com ares de novela do horário nobre. E as duas são do núcleo Dennis Carvalho.

Mas, como dito no início, não dá pra desmerecer Sangue Bom apenas por conta dessas comparações. Se todas as telenovelas tivessem texto inteligente e inspirado tal qual o de Maria Adelaide e Vincent, as produções no Brasil não seriam tão criticadas e malhadas publicamente, como foi o caso de Salve Jorge. E como tem ocorrido com Amor à Vida.

Em resumo, dos males o menor. Vale ligar o televisor às 19h para se divertir com a trupe da Casa Verde!