“Sangue Bom”: Uma novela que não aconteceu

“Sangue Bom”: Uma novela que não aconteceu

3 de novembro de 2013 11 Por Endrigo Annyston
Marcos Pigossi

“Sangue Bom” saiu de cena ontem como uma decepção para muita gente, especialmente para os que esperavam uma espécie de ‘continuação’ de “Tititi”, sucesso da dupla Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari, uma das maiores audiências da faixa das 19h nos últimos tempos.
O que se viu, no entanto, foi uma produção que não engrenou. Tal qual “Saramandaia” e a nova das 18h, “Joia Rara”, tem lá suas qualidades, mas a sensação, desde o lançamento, é a de que estava faltando alguma coisa.
O texto, bom dizer, um dos mais inteligentes e inspirados dentre as atuais produções globais, entretanto, talvez por ter sido mais longa que as anteriores, os autores não conseguiram segurar a peteca e tiveram diversos personagens tidos como ‘chatos’, a começar por Bento (Marcos Pigossi).
O cara era uma espécie de Tufão (Murilo Benício) de “Avenida Brasil” misturado com uma mocinha de época. Por mais que esfregassem verdades em sua cara, ele insistia querer acreditar em Amora (Sophie Charlotte).
Fora isso, ninguém era de ninguém. Isso dificultou a criação de torcidas para os casais mais populares e, pra completar, a novela começou a andar em círculos e se tornou repetitiva. Quantas vezes Malu (Fernanda Vasconcelos) berrou com a mãe Barbara Ellen (Giulia Gam), dizendo que a casa era sua e iria colocá-la pra fora? Dentre outras cenas.
Em resumo, “Sangue Bom” conseguiu elevar em 2 pontos a média deixada por “Guerra dos Sexos”, empolgou ao revisitar algumas tramas como a já citada “Avenida Brasil”, mas, no geral, não vai deixar saudade. Não disse a que veio.