Semana #Damages: Uma série do caralho (season 1)

11 de janeiro de 2011 0 Por Endrigo Annyston

Eu queria saber porque demorei tanto tempo pra me render a Damages?

Sério, são tantos os elogios por aí ou os movimentos pela permanência dessa produção no ar e, claro, um fator de extrema importância: tem Glenn Close.

Na verdade eu já tinha assistido e tinha gostado de Damages. Vi alguns episódios aleatórios, sabe?

Mas é o tipo de produção que você precisa seguir religiosamente para se viciar e compreender todos os acontecimentos.

É tudo o que Lost e The Event tentaram e não conseguiram, porque é visível que os roteiristas tem história pra contar.

Eu via The Event com receio exatamente por não ter esse sentimento em relação a produção. E nunca tive, pulei fora.

O bom roteirista precisa te cativar, passar confiança.

Antes eu só senti essa mesma confiança com A Favorita. João Emanuel Carneiro, o autor, não parecia um aventureiro querendo colocar qualquer coisa no ar pra ver se dava certo. Ele fez o mesmo com A Cura.

E é de gente assim que precisamos, gente que quer e sabe fazer.

E não posso em hipótese alguma dar os créditos do sucesso de Damages apenas por conta de Gleen Close. Todo o elenco faz total diferença, são pessoas preparadas. Mas devo sim destacar o show de atuação de Rose Byrne como Ellen Parsons e Ted Danson, arrebentando como Arthur Frobisher.

Apesar disso, contudo, a estrela, por total merecimento, realmente é Glenn Close. Tipo de artista que, como dizem, “enche a tela”.

Aquela cena de Patty Hewes tendo um surto, totalmente abalada, é um espetáculo a parte. É o grande momento de Glenn.

O grande lance, acredito eu, é o fato de sermos surpreendidos a cada momento. No Brasil muitos pularam fora de Passione (1 membro) quando Clara ficou boazinha e, do nada, voltou a ser a vilã.

Em Damages a cada novo episódio ficamos matutando sobre quem de fato é Patty Hewes. Sabemos muito sobre Ellen, mas o que sabemos/conhecemos de Patty? Ela é totalmente ruim ou tem algo bom atrás do escudo que ela criou?

O fato, a certeza, é que ela é uma bitch. O modo como fez Ellen de boba ou pisa nas pessoas sem elas sequer saberem que estão sendo vítimas de sua fúria é fantástico.

É uma das criaturas mais complexas do mundo das séries.

Não a toa hoje posso dizer que nunca vi uma produção tão boa e tão rica. Mérito de todos os envolvidos na produção.
Vibremos, Damages terá duas novas temporadas inéditas… e eu aqui correndo com minhas maratonas para ficar em dia. Quer dizer, é impossível parar de assistir. É viciante.