Sessão de Terapia: 3ª Semana (1×11 – 1×15)

20 de outubro de 2012 0 Por Endrigo Annyston

E a 3ª semana de “Sessão de Terapia” já começa com um agito interessante, e unindo algumas tramas e isso é bom para o desenvolvimento não só dos personagens, mas da própria série.

Júlia Rebelo (1×11)

Incrível com Maria Fernanda Cândido fica linda em cena e isso traz momentos excelente que a atriz tira de letra. Júlia falando de seu casamento com desdém é excelente, mas o melhor é que ela demonstra a insatisfação nisso, no medo de que aquilo acabe virando realidade.

Ótimo como que ela passa no olhar que tudo aquilo que acontece só por que Théo se recusou a ter algo mais com ela, e ele cogitar o fim da relação deles até como terapeuta e paciente a deixa descontrolada. Interessante já no seu episódio rolar um encontro com Breno, que errou o dia de sua sessão.

Théo dormiu no sofá de seu consultório, sua vida particular está virando uma bagunça e a maneira como vamos sendo aprofundado nos problemas dele nos faz imaginar até onde ele conseguirá continuar dividindo a linha pessoal da profissional ao tratar seus pacientes.

Breno Dantas (1×12)

Sérgio Guizé essa semana trouxe um Breno mais tranquilo, bem mais a vontade com a terapia. E foi engraçado ele levar uma máquina de café para Théo depois de reclamar tanto do café do consultório.

A terapia foi tranquila, acompanhamos ele fazer comparativos entre as mulheres de sua vida, no caso a força de sua mãe e sua esposa, e com isso ele se compara com seu pai, um pouco mais desequilibrado nessa relação, sendo o único homem mais tranquilo nisso o próprio filho, que é mais tímido, inteligente e contido.

As coisas realmente ficam interessantes quando ele pede conselhos de como se comportar com Júlia, é aí que Zécarlos Machado faz um ótimo trabalho ao fazer seu Théo ficar visivelmente incomodado com a situação, mas tenta não passar isso para seu paciente. A ligação de Júlia com certeza foi uma mensagem para o doutor.

Nina Vidal (1×13)

O bom de acompanhar o desenvolvimento de Nina é ver que tudo o que acontece ao seu redor e a deixa ainda mais culpada, não tem quase nada a ver com ela. Ela se sente culpada pelo fim do casamento de seu pai, pelas infelicidades de sua mãe, pelo acidente, por se afastar de Leon e Helena… Nina carrega o peso de muitas vidas.

“Os adultos esquecem fácil, as crianças não.” – Théo

Fica óbvio nos olhares de Théo que ele acha que se ela não tentou se suicidar no tal acidente, ela tentará algo neste momento. Nina está fragilizada e sensível, já não se sente a vontade em nenhum lugar e onde estava bem, nos treinos, não pode mais ir.

Confesso que esperei que ela fosse assumir que o seu novo lugar onde se sente bem era nas terapias, por mais que sempre tenha um momento de raiva por não ter as respostas que quer.

Ana e João (1×14)

A presença de uma solitária Ana deixa as coisas mais confusas para Théo, que faz uma sessão mais intimista, entendendo mais de sua paciente, vendo o seu desejo de criar conflitos e se envolver com o impossível. A decepção em não ver a mancha de sangue de seu aborto é evidente.

Quando tudo parece caminhar bem para um entendimento, uma abertura maior da intimidade da paciente, eis que chega o desconfiado João e a coisa degringola de vez. Desconfiança, medo, raiva, decepção, tudo fica cada vez mais evidente entre os dois e a falta de controle entre os dois é total, deixando Théo ainda mais intrigado com a relação dos dois.

Sozinho pensando no ocorrido ele acaba descobrindo a viagem de Clarice para Roma, a viagem em que foram felizes, e o melhor é que ele se esforça para controlar a esposa, fazê-la sentir-se culpada por aquilo, mas ela é forte o bastante para deixar isso passar.

Com pouco tempo em cena Maria Luíza Mendonça arrasa jogando para fora toda sua dor e raiva acumulada de anos de negligência do marido. Queria entender quando isso começou.

Dora Aguiar (1×15)

Não me identifiquei muito com este episódio que fechou a semana. A trama foi até que interessante, tivemos Dora não só cutucando as feridas de Théo, como ele simplesmente deixando uma sensação de que quer se livrar de seus pacientes, como se estivesse cheio de tudo aquilo.

Sua transmissão para os sentimentos de Julia o deixa ainda mais confuso com a situação. Julia é bonita, gostosa, inteligente e chama sua atenção, ao mesmo tempo em que se sente até um pouco aliviado de que Clarice está lhe deixando. Dora ainda explica que isso é uma maneira dele arrumar uma desculpa para ficar com a paciente.

Acho interessante como Théo se posiciona perante seus problemas, mas o acúmulo o deixa cansado e de certa forma o faz não enxergar uma saída para aquilo tudo. Dora tenta expor que ele pode acabar agindo como seu pai, que fugiu com uma paciente.

As críticas, a dor, tudo na sessão parece farpas para um machucar o outro, mesmo que Dora fique mais na defensiva quando o assunto é sua vida particular, mas cutuca bem os instintos de Théo, que acaba saindo sem saber muito bem o que fazer.

Gostei muito do trabalho de Selma Egrei neste episódio, mas para mim, Zécarlos Machado estava bem destoante da semana. Suas falas me soaram bem artificiais em determinados momentos e isso acaba comprometendo a nossa ligação com o personagem.

* Danilo Artimos, editor do Episódios Comentados.