Sessão de Terapia: 4ª Semana (1×16 – 1×20)

29 de outubro de 2012 0 Por Endrigo Annyston

Essa 4ª semana veio para agitar de vez os nervos de Théo. Seu relacionamentos estão decaindo e seus pacientes cada vez mais mexem com seu interior, forçando-o as vezes a ser totalmente imparcial.

Júlia Rebelo (1×16)

Impossível não cair nos encantos de Júlia com Maria Fernanda Cândido dando vida a personagem. Cândido dá a doçura e malícia necessária a Júlia, que em toda sua fala deixa claro que está se insinuando para Théo, sentindo prazer em contar cada detalhe de sua transa com Breno.

Zécarlos Machado dá o tom certeiro a Théo, que sente-se incomodado com aquilo até o último instante, se deixando até mesmo cair nas insinuações de Júlia sobre sua família. Podemos ver o incômodo de Théo nele imaginando Breno e Júlia em seu consultório.

Toda a história de Júlia mexe com Théo e ele se perde um pouco na consulta, mas deixa claro que entende que o que sua paciente faz é lhe mostrar o que está perdendo, seja por meio de seu noivado com André, seja por sua transa com Breno.

Fato é que ela sente prazer quando conta a Théo que Breno irá buscá-la e quando ela sai do consultório percebe o olhar do terapeuta pela janela.

Breno Dantas (1×17)

O encontro com Júlia voltou a ser tema da terapia de Breno, não sem antes ele fazer o possível para mostrar que ao menos entre aquelas paredes, ele é quem manda. Muito boa a cena dele fazendo questão de jogar o dinheiro na mesa para mostrar a Théo que ali o mundo gira ao seu redor, no seu tempo.

Sergio Guizé soube expor muito bem sua frustração com o fato da corporação não deixá-lo entrar na base, por isso chegou mais cedo e Théo entende nas entre linhas o fato dele colocar o poder na questão do dinheiro. O estranho é ele também pagar a terapia de Júlia.

Lógico que o assunto cairia para Júlia e Théo deixou completamente aparente o desconforto com a situação, e tudo só piora com as investidas de Breno querendo saber detalhes da consulta da noite anterior, se ela falou dele e tudo mais.

O interessante é que nessa conversa fica cada vez mais evidente os sentimentos e até obsessão que Júlia sente por ele, e ele começa a confundir as coisas. O pior é Breno ficando com ciúmes percebendo que Júlia pode amar outro homem.

Nina Vidal (1×18)

É visível a evolução de Nina nos episódios até aqui, e junto disso, é ótimo ver o crescimento da linda Bianca Müller com a personagem. Só não sei é esse mesmo o intuito, mas Théo parece completamente perdido com o tratamento da mesma, que praticamente grita por ajuda desde o primeiro episódio, e mais uma vez ele não enxerga isso até os minutos finais.

Nina já chega alterada, falando da festa que foi, de como bebeu, e transou com um cara, mas o que realmente chama a atenção é a falta do gesso nos braços e do colar cervical, estando bem diferente da menina que vinha mostrando.

Após falar da noitada, do sexo ruim e das compras com a mãe, que citou a ligação de Théo para ela, o que realmente nos faz ficar apreensivo é ela falar abertamente do acidente e então assumir que está tentando se matar. É revoltante a postura de Théo a cada ação da garota.

Nina chegou ao seu limite ao se levantar e tomar os remédios que Théo tem no banheiro, desmaiando depois em seu braço antes de ir embora. Essa falta de tato do terapeuta deve render algo interessante na sua consulta de sexta, mas é revoltante que ele está deixando diversos sinais simplesmente passarem.

Ana e João (1×19)

Mariana Lima estava deslumbrante em cena, até mesmo contando uma história erótica para tirar onda da cara de Théo, ela mandou muito bem na provocação. Nesse momento realmente deu para sentir uma conexão entre Ana e João, assim como quando os dois estavam unidos para reclamar que o terapeuta atendeu o telefone durante a sessão.

A relação do casal está mais do que abalada, não há preocupação e carinho entre eles, o amor pode continuar, mas há muito rancor e fica a sensação de que ao entrar na monotonia de casal, as coisas simplesmente se arruinaram. Os dois se conheceram em meio a turbulências de tesão e traição, e quando tudo se acalmou, enjoaram daquilo tudo.

Quando João insistiu em cutucar a ferida de Ana chamando-a de mentirosa, a esposa saiu de si e o estapeou, o medo dele é exatamente esse, que ela perca o controle e machuque alguém. O amor está entre eles, mas não há fogo, paixão, só ressentimento por tudo ter virado rotina e farpas.

Conseguiram deixar Théo totalmente apático no meio disso tudo. Não me senti conectado com o personagem chegando a querer que focassem apenas em Ana e João. Zécarlos Machado está ótimo na série, mas nesse episódio o senti apático, enquanto André Frateschi transpirava as emoções de seu personagem.

Outro problema foi a edição. Os cortes ficaram exagerados e a trilha sonora em momentos atrapalhou, chegando a sobrepor as vozes dos atores. Ao menos o roteiro estava impecável.

Dora Aguiar (1×20)

E mais uma vez a conclusão da semana foi mais do que intensa e ambos os atores dão conta do recado em cena. A direção continua muito boa, e Selton Mello tem um olhar intimista delicioso de acompanhar, mas a edição as vezes fica muito intensa.

Na trama a história rende, podemos ver os personagens mais amenos, a conversa de Théo sobre sua ligação com Nina é bem forte, mas nada é o que parece. Sempre tem aquele pé atrás por parte dos dois profissionais.

A melhor parte do episódio, com certeza é o estouro entre eles. Théo solta todo seu rancor sobre o fato de querer mostrar a Dora o bom profissional que é, que sempre tem algo do passado dos dois que os aborrecem e nunca conseguem deixar isso de lado.

No fim o assunto sempre acaba sendo os sentimentos de Théo por Júlia, chegando a cogitar largar tudo para poder assumir a paciente que a ama, mesmo que Dora bata na tecla que uma vez paciente, sempre será paciente. Clarice e sua viagem com o amante ainda ronda sua mente, e é motivo para ele pensar em separação.

* Danilo Artimos, editor do Episódios Comentados.