Sessão de Terapia: Breno (1×07)


E voltamos para a 2ª sessão de Breno, e meu primeiro problema é essa falta de conexão que sinto com o personagem, ainda acho que Sergio Guizé perde um pouco o tom e isso não me faz ficar totalmente a vontade.

Toda sua conversa com Théo e a maneira como ele vai se mostrando confuso com as coisas, criticando coisas em sua esposa, Milena, que ele mesmo possui, demonstrando total insegurança e confusão.

Théo tenta mostrar isso para ele, mas ele não aceita muito a situação. Acho legal quando o doutor demonstra com as próprias palavras do paciente esse momento, pois ele mostra a Breno que ele está inseguro em voltar a trabalhar, mas crítica a maneira como Milena fala que ele precisa voltar. Ele quer voltar, mas teme não voltar muito bem.

“Ela até para peidar tem data determinada.” – Breno

O ponto mais interessante do episódio foi ele falando sobre a visita a Heliópolis e a falta de reação que teve ao ver todos chorando por Douglas, menino que matou, de como ele não se emocionou com toda a choradeira da comunidade, dos parentes do garoto, e até mesmo riu com o título de “O Inocente de Heliópolis” que o menino levou.

O bom é ver a nuance que Guizé colocou em Breno no momento em que ele fala do momento em que conversou com o avô do garoto, a indiferença estava na voz, mas suas expressões contradiziam tudo aquilo.

A movimentação das câmeras e os cortes da edição estavam bem melhores neste episódio, e a trilha incidental foi muito bem sobreposta.

“Sessão de Terapia” não deixa a peteca cair, e volto a reforçar que não ter assistido as outras versões de “Be Tipul” me deixa mais a vontade com a versão da GNT.

* Danilo Artimos, editor do Episódios Comentados.

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