Sonho Meu: O triste fim de uma novela que era feliz

Terminou nesta semana Sonho Meu, novela que meio mundo nunca entendeu o motivo pelo qual a Globo não a reexibiu, e sempre foi um desejo deste que vos fala rever.

Um marco da minha infância, especialmente por conta da menina Laleska, maravilhosamente bem vivida pela pequena Carolina Pavanelli (difícil entender até hoje o motivo que fez a Globo deixar de lado esse talento, que tanto abrilhantou a trama).

Fato é que nos primeiros meses a novelinha é realmente deliciosa de acompanhar, com tantas crianças talentosas que tornavam a história ainda mais especial. Elas tinham destaque, com foco em suas brincadeiras, briguinhas e armações no orfanato.

Porém, por uma infelicidade de quem escreveu – ou pressão da Globo, já que Marcílio bota a culpa no colo da emissora -, Sonho Meu virou uma novela triste. Era um arco-íris, cheia de cores, e de repente virou um folhetim cinza, todo focado em Jorge e suas armações com Claudia.

Em certo momento, é possível verificar que até Patrícia França, uma excelente atriz, estava cansada, saturada de tanta tortura, afinal, estava todo dia trancada e chorando. Atuava de qualquer jeito. Quem aguenta?

Até Laleska e os amiguinhos perderam espaço. E assim, foi difícil chegar ao final e ficou fácil entender o que fez a Globo esquecer Sonho Meu na gaveta: muita apelação e pouca história. Não é nada do que me recordava. Infelizmente.

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