Tititi e os remakes como investimento seguro

Bom, ultimamente não tenho assistido a tantas novelas como gostaria. Tanto por falta de tempo quanto simplesmente por certo desânimo com as tramas atuais. Por uma questão de lógica, acabei assistindo o final de Tempos Modernos, e por oportunidade acabei assistindo Tititi.

A história veio ao ar com a penosa missão de reerguer o horário das 19 horas, atordoado com o fracasso de “Tempos Modernos”. A opção pelo remake minimiza os riscos em criar uma nova história, com novos personagens e travar uma relação de afeto com o público. Reinventar a roda demanda custos e muito trabalho, além de ser como pisar em ovos. E , convenhamos: nada como a segurança de um grande sucesso…

Para quem não sabe, Tititi foi originalmente escrita por Cassiano Gabus Mendes e exibida pela Globo entre 1985 e 1986, sob direção de Wolf Maia. Conta a história de dois inimigos de infância, André Spina (Reginaldo Faria) e Ariclenes Almeida (Luís Gustavo) que levam a inimizade a até a vida adulta quando decidem competir profissionalmente no mundo da alta costura onde se tornam respectivamente Jacques L’Eclair e Victor Valentin.

Agora, os personagens pertencem a Alexandre Borges e Murilo Benício, que se apresentam com muita desenvoltura em seus papéis. As rédeas do texto agora são de Maria Adelaide Amaral e a direção ficou a cargo de Jorge Fernando com quem qualquer toque de comédia é devidamente acentuado.

Embora se trate de um remake, devo dizer que estou assistindo a novela como se fosse a primeira vez. Sim, eu nem era nascida quando a novela começou. Sei do que pesquisei, do YouTube e também lembro algumas passagens da abertura, mas ainda assim não por ter uma boa memória, mas sim de tantos “Vídeo Show” que assisti na vida, antes que ficasse ruim do jeito que está. Então não tenho o espírito saudosista em dizer que a primeira versão era incomparável e nada chegará aos seus pés.

Não sei se isso é bom ou ruim, mas enfim…

Desde o início, o que mais me chamou a atenção depois do embate de entre Jacques L’Eclair e Victor Valentim foram os acontecimentos envolvendo Marcela (Ísis Valverde). Ok, mais uma personagem pra chorar muito e quebrar o clima de comédia mas não tenho nada contra drama. Também fiquei sentida pela morte do personagem Osmar (Gustavo Leão), deixando o namorado Julinho (André Arteche) sozinho no mundo, mas não adianta nada queixar, não é mesmo? O jeito é esperar e torcer para que as coisas se acertem.

Até o momento, as coisas ainda parecem estar para acontecer. Estamos no início da trama, ainda há muito a ser avaliado, se Tititi é a salvação e se o uso global dessa alternativa fará com que definitivamente os remakes se firmem como um investimento seguro. O SBT já descobriu isso há eras.

Qual o seu palpite?

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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)

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