A tristeza pela dor de quem a gente não conhece

Fiquei muito chateado hoje quando li sobre a trágica morte de Rafael Mascarenhas, filho de Cissa Guimarães, essa pessoa que sempre nos trouxe alegria através da TV e que hoje vive uma das maiores dores que um ser humano pode sentir: perder um filho.

Não conhecia nem um, nem o outro, mas conheço de perto o que é a dor de viver algo assim, uma dor que convive com você diariamente, durante todos os outros dias de sua vida – para quem é pai ou mãe de verdade, lógico. E eu tenho certeza que Cissa era uma mãezona, estava sempre mostrando seus meninos orgulhosa.

Esse texto, na verdade, além de lamentar por algo tão triste, a morte de alguém que tinha apenas 18 anos e tanto para viver, é para enviar vibrações positivas para Cissa e sua família.

Não podemos julgar, apenas aceitar a vontade de Deus.

E faço minhas as lágrimas de Ana Maria Braga no Mais Você de hoje. Ela não chorava por Rafael, mas por uma outra tragédia que tirou a vida de um menino.

Quem noticiou que Ana estava chorando queria que ela fizesse o que, vibrasse?

Eu chorei e estou emocionado ao escrever sobre o filho de Cissa. Sou ser humano, tenho sentimento e como disse sei, s-e-i as consequências de perdas como essa. Minha família há mais de quatro anos sabe muito bem o que é isso.

E vamos fazer o que, quando não temos uma notícia boa sequer nesse mundo? De uns tempos pra cá é tragédia atrás de tragédia, sejam as naturais ou humanas.

Além disso, ainda vemos censura no jornalismo e o nível baixando na campanha eleitoral.

A gente chora sim, mas a vontade é de fugir.



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