Troféu Vilson Malacrida: Os melhores de 2012 (parte 2)

1 de janeiro de 2013 0 Por Endrigo Annyston

A seguir, a segunda parte dos Melhores do Ano do Cena Aberta. Para a primeira parte, clique aqui!

Atriz: Adriana Esteves, unânime 

Não teve pra ninguém! 2012 foi o ano da Carminha, a tresloucada vilã de Avenida Brasil. Adriana se entregou totalmente às maluquices da personagem, que bufava de ódio, mas fingia ser uma santa diante da família. A atriz roubou a cena e fez uma dobradinha vitoriosa com a igualmente talentosa Débora Falabella, tornando Avenida Brasil uma grande atração. (André Santana)

Em um papel marcante, Adriana conquistou o ódio de muita gente com sua Carminha. Vinda de um papel morno em “Morde e Assopra” (Globo), ela conseguiu dar a volta por cima e colocar sua alma na personagem e levou todo mundo a emoções extremas. (Danilo Artimos)

Adriana Esteves. Ano ano foi dela, Avenida Brasil era dela. Em determinado ponto eu só assistia essa telenovela por Adriana Esteves. Nina nunca aconteceu, tanto que Max acabou dando fim a mamata da megera. Carminha, em compensação, era um espetáculo a parte, a cada nova cena, cada novo tique, rosnada, berro, histeria. Uma composição impecável de Esteves, a personagem de sua vida e uma das maiores vilãs da história! Pena não ter duas opções, Claudia Abreu também merecia esse reconhecimento! (Annyston)

Adriana Esteves. A Cláudia Abreu arrasou como Chayene, mas a Carminha é uma personagem bem mais densa e por tanto mais difícil de representar e a Adriana Esteves a incorporou, foi simplesmente maravilhosa. (Gilmar Moraes)

Foi a atriz certa, para o personagem certo na hora certa. Carmen Lúcia foi a sensação de Avenida Brasil, segurando as pontas quando a trama não andava. Mérito de Adriana. (Guilherme Rodrigues)

Atriz Coadjuvante: Laura Cardoso

Malu Galli. Muita gente merece este troféu: Gisele Fróes (a Vitória de A Vida da Gente); Ana Beatriz Nogueira (a Eva de A Vida da Gente); Isis Valverde (a Suelen de Avenida Brasil); Titina Medeiros (a Socorro de Cheias de Charme); entre outras. Mas escolhi Malu porque ela esteve presente em dois papéis na programação 2012, esbanjando talento, simpatia e humanidade em ambos. Como Dora, em A Vida da Gente, convenceu como uma mulher madura tentando controlar os devaneios do marido sonhador. E como Lygia, em Cheias de Charme, mais uma vez convenceu como uma mulher de carne e osso, vivendo uma bela e verdadeira amizade com sua empregada doméstica Penha (Tais Araújo). (André San)

Claudia Abreu. Impossível não tirar da cabeça sua brabuleta. As armações de sua personagem em “Cheias de Charme” (Globo) foram tantas mas o que realmente agradou foi a maneira como Claudia demonstrou estar a vontade em um papel cômico. (Danilo Artimos)

Dona Laura Cardoso. Se Avenida era de Esteves, Gabriela não foi de Juliana Paes. Laura, do alto de seus mais de 80 anos, foi a grande sensação feminina do remake. Dodô Tanajura, a beata que odiava quenga e que, no final das contas, era uma delas, causou, virou hit e, portanto, se torna inesquecível. Mais um papel incrível da grande Laura Cardoso! Caso não fosse a primeira homenageada, seria dela o Troféu Mario Lago 2012, com certeza! (Annyston)

Márcia de Oliveira, a Graça de Carrossel. Essa atriz chamou minha atenção em Vende-se um véu de noiva e agora em Carrossel brilha interpretando uma faxineira que garante momentos hilários na novela. (Gilmar Moraes)

Laura até hoje é capaz de roubar a cena até em pequenos textos, e não foi diferente em Gabriela. A atriz arrasou! (Guilherme Rodrigues)

Novela: Cheias de Charme e Avenida Brasil, empate

A trama de João Emanuel Carneiro foi a grande sensação de 2012, e com todos os méritos! Enredo forte e impactante, ação a todo o momento, ganchos de tirar o fôlego! São muitos os pontos positivos de Avenida Brasil, uma novela de repercussão acima da média. Agradou tanto que a gente até perdoou os furos da trama, muito menores que seus atrativos. (André Santana)

Avenida Brasil. Mesmo com algumas deslizadas, como foi o caso das fotos, a novela conseguiu mobilizar o Brasil com seus personagens engraçados e uma trama até certo ponto simples. Personagens como Carminha, Nina, Zezé, Adauto, ficarão no imaginário popular e João Emanuel Carneiro está elevado a um dos grandes novelistas de nosso país. (Danilo Artimos)

Cheias de Charme, pelo conjunto da obra. De minha parte Avenida Brasil não foi uma novela redonda, enquanto CdC encantou do início ao fim e, não a toa, é o maior sucesso da faixa das 19h nos últimos tempos. Enquanto a novela de João Emanuel Carneiro apenas manteve os índices de Fina Estampa. Divertida, musical e aclamada pelo público e crítica, Cheias de Charme catapulta a carreira de Izabel de Oliveira e Filipe Miguez, merecidamente! (Annyston)

Cheias de Charme. Leve, divertida, e sem barriga. Me agradou do começo ao fim, diferente de outras que foram boas, mas tiveram altos e baixos. (Gilmar Moraes)

Não voto em Avenida Brasil por não ter sido uma novela sem barrigas e sofreu de grandes erros, como a história do pen drive. A Vida da Gente foi a grande surpresa dos últimos anos, junto a Cordel Encantado. Foi a descoberta de uma autora sensível como Manoel Carlos, com grandes diálogos que falavam ao coração. (Guilherme Rodrigues)

Programa de Variedades:  Encontro com Fátima Bernardes

Encontro teve uma estreia complicada. Não agradou, e a culpa foi da própria direção da emissora, que cantou aos quatro ventos que apresentaria um programa inovador. Pois a atração entrou no ar com cara de reedição do clássico Programa Silvia Poppovic. Além disso, Fátima ainda se encontrava insegura em sua nova posição. Passado o tempo, o programa seguiu sem maiores inovações, mas foi encontrando seu caminho. Fátima está mais à vontade, os debates correm mais desenvoltos e Encontro, hoje, se mostra uma boa opção para as manhãs. Não é um programão, mas na falta de bons programas de variedades, Encontro acaba se destacando. (André Santana)

Encontro. No começo todos viam o programa com um pé atrás, mas ao se fixar bem no horário, Fátima Bernardes demonstra-se a vontade no papel e depois de semanas patinando na audiência, conseguiu cativar o horário. Possui alguns pontos negativos, como o cenário, mas a maneira como as coisas são conduzidas é excelente. (Danilo Artimos)

Encontro com Fátima Bernardes. O Mais Você também merece, por estar sempre se reciclando e ter se encontrado com o formato reality show, no entanto, em 2012 cabe o reconhecimento ao Encontro. Fátima deu a cara a tapas, engoliu as críticas inicias e, ao lado de sua competente equipe, batalhou pela atração. Hoje é um programa imperdível, divertido e repleto de conteúdo! (Annyston)

Vídeo Show. Não é mais o mesmo, mas informa sobre os bastidores e é o único que me agrada. (Gilmar Moraes)

Mais Você. Ana Maria Braga consegue mesmo após tantos anos fazer um programa gostoso de acompanhar, com grande variedade, desde culinária até informação. (Guilherme Rodrigues)


Apresentadora: Eliana e Angélica, empate

Bonita, simpática, bem articulada… Angélica reúne todas essas qualidades, além de um traquejo único diante das câmeras, resultado de todos estes anos de experiência. À frente do Estrelas, a apresentadora entrega ao seu público um programa simples e gostoso de assistir, como se ele se passasse na casa da gente. Fica aqui o nosso apelo: Angélica, volte logo de sua licença-maternidade, por favor, e nos livre de Ana Furtado. Obrigado. (André Santana)

Alegre e espontânea, Angélica comanda seu “Estrelas” (Globo) bem de perto e consegue em clima descontraído manter as entrevistas próximas do telespectador. (Danilo Artimos)

Regina Casé. Fala com a Classe C e com quem mais quiser ouví-la, trata todo mundo de igual para igual e sabe entrevistar qualquer pessoa, seja famoso ou anônimo. As tardes de domingo se transformam quando Regina Casé chega com seu Esquenta. Ela é sensacional! (Annyston)

Eliana. Segura, carismática, a melhor da atualidade na minha opinião. (Gilmar Moraes)

Eliana. A apresentadora está cada vez mais natural, próxima ao público e se dedicando ao seu programa. (Guilherme Rodrigues)


Série: Sessão de Terapia

2012 não foi um ano muito criativo no que se refere aos seriados da TV  aberta. No entanto, a TV paga apresentou coisas muito boas, como FDP, na HBO, ou Adorável Psicose, no Multishow. Mas o grande destaque foi Sessão de Terapia, versão nacional de In Treatment, dirigida por Selton Mello e exibida no GNT. Um verdadeiro show de texto e interpretações. Verdadeiramente emocionante. (André Santana)

Sessão de Terapia. Adaptação muito bem feita da israelense “BeTipul”. A direção de Selton Mello foi honesta, e a entrega dos personagens muito sincera. O roteiro de Jaqueline Vargas soube colocar detalhes que não temos na versão americana e que deram um charme a mais no desenvolvimento do protagonista, Théo. (Danilo Artimos)

Adorável Psicose, do Multishow. Natália Klein merece esse reconhecimento porque é meio que o “Severino” de sua própria série, mas acho que é exatamente o empenho da atriz que torna a produção tão divertida. É a melhor produção do gênero, ao lado de 220v, do mesmo canal. (Annyston)

A grande família. Tradicional, mas ao mesmo tempo com humor que discute temas interessantes. (Gilmar Moraes)

Louco Por Elas. A série diverte e emociona ao mesmo tempo. Excelentes atuações junto ao texto muito bem escrito. (Guilherme Rodrigues)

Reality Show: The Voice Brasil

The Voice fez com que as tardes de domingo da Globo voltassem a ser assunto. O reality agrada ao trazer cantores verdadeiramente talentosos, numa competição empolgante. Pode ser a redenção dos realities musicais, que nunca emplacaram no Brasil. (André Santana)

Realities musical nunca foi o forte no Brasil, e temos diversas temporadas de “Ídolos” para comprovar, afinal, nenhum emplacou um grande ídolo, mas “The Voice Brasil” vem com uma proposta diferente, uma mecânica atualizada em cima dos concorrentes do gênero e essa surpresa dá uma refrescada no gênero além de trazer diversidade. (Danilo Artimos)

Jogo de Panelas, do Mais Você. O programa investiu no formato e, dentre as opções apresentadas durante o ano, o Jogo se destacou, tanto que já teve diversas edições. Tem tudo a ver com o que Ana Maria Braga fez nos últimos vinte anos na TV: coloca as pessoas para “duelarem” através de seus dotes culinários. É divertido, tenso e, não a toa, eleva os índices do matinal. Além disso, foge do habitual “participantes confinados” ou “duelos musicais”. (Annyston)

Esquadrão da moda. O único da categoria que assisto. É informativo, não há competição, não é apelativo e o melhor: tudo se resolve em apenas um episódio. (Gilmar Moraes)

The Voice Brasil. A excelente escolha do apresentador, jurados e candidatos escolhidos dão qualidade ao programa, que conta também com uma grande produção, não deixando nada a desejar ou comparar a versão original. (Guilherme Rodrigues)

Melhor talk show: De Frente com Gabi

De Frente Com Gabi. Marilia Gabriela sabe extrair o que há de melhor em cada um de seus convidados. Independente de quem estiver de frente com ela, já se sabe que será uma grande atração. Melhor programa de entrevistas da TV brasileira, disparado! (André Santana)

Marília Gabriela Entrevista. Adoro a apresentadora e a maneira como as entrevistas são conduzidas, pois deixando o convidado a vontade ele expõe melhor  suas questões. (Danilo Artimos)

Viva Voz, por vários motivos. O formato, diferente dos demais, pela simpatia de Sarah Oliveira, as opiniões divertidas dos telespectadores sobre os convidados e, também, o fato de o entrevistado levar tudo na esportiva e causar risos em quem assiste. Viva Voz teve um começo tímido como Conexão Direta, com apenas quinze minutos. Caiu no gosto do povo, ganhou meia hora e hoje é um dos mais assistidos do GNT. (Annyston)

De frente com Gabi. Simplesmente porque ela é a entrevistadora e consegue arrancar muitas coisas interessantes de seus convidados, mesmo que esses não sejam tão interessantes assim. (Gilmar Moraes)

Agora é Tarde. Danilo Gentilli consegue desenvolver um programa muito engraçado no começo da madrugada. É assistir e se divertir. (Guilherme Rodrigues)

Melhor série americana: Homeland

Novelão da melhor qualidade, Smash é centrada num dramalhão passado nos bastidores da Brodway. Muitas reviravoltas, personagens carismáticos e números musicais incríveis chamaram a atenção. (André Santana)

Homeland. A série trouxe um diferencial para a TV, um drama mais psicológico ao invés da correria desenfreada atrás de ação, focado mais nas características de cada um de seus personagens. (Danilo Artimos)

The Walking Dead. Já disse em alguns artigos que essa tem tudo pra ser a melhor série da história, especialmente quando avaliamos o conjunto da obra que inclui roteiro, elenco, direção, fotografia e efeitos especiais. É alucinante, viciante, aterrorizante e mais um punhado de adjetivos. (Annyston)

Supernatural. Terror com pitadas de humor sarcástico. Uma perfeita combinação. (Gilmar Moraes)

Homeland. Suspense aliado a dubiedade dos personagens e excelentes atuações garante esse título a série. (Guilherme Rodrigues)

Melhor atriz em série americana: Claire Danes

Debra Messing. Como Julia em Smash, a atriz tem carregado a série nas costas, ao mesclar bem os momentos de humor com as crises familiares que está vivendo. (André Santana)

Claire Danes. Seu papel em “Homeland” foi bem definido, sua atuação beirava a insanidade assim a personagem pedia. Justa até o último fio de cabelo, Danes conseguiu colocar cada sentimento de Carrie nos olhos. (Danilo Artimos)

Monica Potter ou Claire Danes? Claire, mesmo tendo como opções Monica, Laura Linney ou Glenn Close. O primeiro ano de Homeland foi excelente, o segundo, no entanto, os roteiristas parecem empurrar com a barriga. Claire, apesar disso, mantém a qualidade de sempre. Uma atriz completa. A maluca Carrie salva Homeland! (Annyston)

Sandra Oh, a Cristina de Grey´s Anatomy. Interpreta com verdade a doutora insensível e egoísta, mas ao mesmo tempo pé no chão da série. (Gilmar Moraes)

Quem tem a oportunidade de acompanhar Homeland não consegue desperceber o excelente trabalho de Claire Danes. Atingiu o patamar de não conseguirmos imaginar outra atriz no papel. Tanto que faturou o Globo de Ouro, SAG e EMMY. (Guilherme Rodrigues)

Melhor ator em série americana: Damien Lewes

The Newsroom foi outra grande novidade no universo dos seriados em 2012. E Jeff Daniels está simplesmente divino vivendo o âncora Will McAvoy, que sofre de sinceridade compulsiva. (André Santana)

Damien Lewes. Como eu li um tempo atrás, premiar este ator é apenas lhe dar o merecido reconhecimento por seu trabalho. Uma cena que não sai da minha cabeça e uso para julgá-lo, é uma na qual ele está preso com o vice-presidente e ficar verde, parecendo quase vomitar, com a indecisão entre explodir ou não a bomba, enquanto falava com a filha ao telefone. Poucos conseguem transparecer tão bem um sentimento tão forte. (Danilo Artimos)

Eu poderia votar em Jim Parsons, mas ele é tipo Silvio Santos, só dá ele. Poderia, também, escolher Damian Lewis. mas vou de William H. Macy, que é um achado como Frank Gallager em Shameless. O cara topa tudo e torna essa série adolescente, que já é fora do comum, ainda mais maluca. (Annyston)

Jensen Ackles, o Dean de Supernatural dá um toque de humor a série. Ele interpreta com perfeição o irmão mais velho e mais descolado. (Gilmar Moraes)

Damian Lewes. O eterno suspeito de Homeland, o ator consegue passar o conflito psicológico vivido e os fãs agradecem. (Guilherme Rodrigues)