Uma outra versão: morte de Hebe significa renovação na TV

Faço uma leitura um pouco diferente da morte de Hebe Camargo e espero ser compreendido pelos companheiros fãs da apresentadora. Assim que soube de sua morte pensei em escrever esse texto, mas por respeito aos fãs decidi deixar abaixar a efervescência que isso causou. Hebe é um mito que jamais será apagado porque ela marcou de maneira indelével seu nome nas pedras da eternidade. Os mitos são assim mesmo. E os mitos, claro, mexem com paixões, sentimentos, amor  reconhecimento. E os fãs, claro, tem todo o direito de reverenciar seu ídolo com todo o seu coração. E Hebe os tem de sobra. De minha parte, vejo HEBE como uma apresentadora que fez seu caminho na televisão, angariou uma carreira de sucesso e traz a marca de ter sido uma boa apresentadora. Não acho que seja insubstituível. Claro, por insubstituível respeitando certas peculiariedades características que faz a personalidade humana de todos nós ser única. Não haverá uma pessoa que diga “gracinha” como Hebe; não haverá uma apresentadora que dê selinhos como Hebe; Não haverá uma apresentadora que dê uma risada tão “escandalosa” como Hebe. Assim como não haverá quem fale palavrões tão “escandalosamente agradável” como Dercy Gonçalves.  Isso é sua marca e a ela pertencerá. Ponto.

PORQUE HEBE É SUBSTITUÍVEL:

A vida segue seu curso e uma de suas características mais marcantes é a renovação. Uma lei inexorável da natureza é a mudança e ela afeta a tudo e a todos. A morte, acredito eu, é uma providência divina que serve como mecanismo para forçar a mudança. Dela, ninguém escapa. Por isso, vejo a morte de Hebe como renovação para a televisão. O ser humano, claro, tem seus apegos, e rejeita as mudanças. Sobretudo e principalmente quando essa mudança se dá nos separando das pessoas que amamos.

HEBE construiu seu legado, deu sua contribuição para a televisão entre erros e acertos e deve ser vista e lembrada como tal. Apesar de nunca ter sido fã da apresentadora em partes por ideologias conflitantes, em partes por seu estilo (e aqui falo de HEBE CAMARGO enquanto pessoa pública), sei de sua importância para esse veículo. Do ponto de vista da televisão, sua morte é carregada de simbologias. Uma dessas simbologias que vejo é a mudança. Por mudança vejo a chegada do novo. Acredito que o espaço deixado por HEBE não ficará vago e um novo condutor deve surgir. Alguém que leve adiante a missão que HEBE cumpriu. Alguém com relevância suficiente que consiga, entre outras coisa e a seu modo, tornar a televisão um ambiente melhor. É assim que vejo e procuro encarar a morte.

PRA ENCERRAR:

Fica aqui minhas condolências aos fãs e familiares de HEBE CAMARGO  que foi uma figura mitológica e está pra sempre gravada na história da televisão brasileira. Tudo o que escrevi acima diz respeito ao que penso de HEBE enquanto pessoa pública que foi  presença marcante na televisão durante  seis décadas e imprimiu sua marca. Que Deus a tenha no seu merecido descanso. E que sujra alguém que carregue o bastão que HEBE tão bem conduziu.

* do internauta Ary Nunes



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