“Vale a pena ver de novo” mesmo?

Se você é um noveleiro de verdade, sabe o quanto o Vale a Pena ver de Novo pode ser uma caixinha de surpresas.

E surpresas existem, para o bem ou para o mal.

Normalmente o público do horário tem esperanças de rever tramas antigas. Não a perspectiva de tempo da atualidade, onde “muito tempo” não significa mais que poucos anos, mas sim aquele tipo de trama que desperta nostalgia. Nada com menos de dez anos, posso garantir. O problema é que os espectadores andam se decepcionando com as escolhas da emissora.

Segunda-feira reestreia “Sete Pecados”, de Walcyr Carrasco, que foi ao ar originalmente em 2007. Algo que em termos de teledramaturgia não chega nem a ser passado. E a escolha deixou muita gente insatisfeita, principalmente ao pensar que sua antecessora no horário, Sinhá Moça, foi exibida em 2006.

O público cobra por sucessos mais antigos, embora tenham engolido Laços de Família e Mulheres Apaixonadas, porém não parecem dispostos a assistir novamente o que parecem ter visto ontem mesmo. Lembro uma vez do Jornal Extra fazendo uma matéria na época em que A Indomada foi reprisada apenas cinco anos após ter ido ao ar, criticando a escolha e pedindo a opinião dos leitores.

E o que dizer agora?

Sinceramente, eu mesma não ando assistindo TV, mas quando tinha tempo tentava acompanhar as reprises. Agora não sinto sequer vontade de saber o que anda acontecendo. Não sei quais são os critérios de escolha para o horário, mas será que não havia nenhuma outra opção disponível?

Valeria a pena assistir Sete Pecados de novo? Justamente agora?

Eu passo.

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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)


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