A Vida da Gente não é uma novela desprezível

13 de fevereiro de 2012 0 Por Endrigo Annyston

Outro dia eu disse que A Vida da Gente tinha deixado de ser imperdível. Vou explicar.

O folhetim não tem barriga, a hisória continua andando. O problema é que a trama de Lícia Manzo nunca prezou pela agilidade, no entanto, era linda ainda assim.

Nos últimos dias, entretanto, está mais paradinha.

Veja bem: Eva, uma das sensações, a grande vilã, tem causado muito pouco. Os embates entre Ana e Manu também deveriam ser mais frequentes.

Um núcleo menos interessante, o de Vitória, muitas vezes é mais explorado que o principal.

Outras coisas também já enjoaram, tipo Laudelino e seu amigo. É sempre a mesma coisa, as falas são repetitivas.

Acredito, aliás, que o drama principal se perdeu um pouco e o desenvolvimento não está tão interessante, não cativa tanto quanto no início.

Mas essa é uma insatisfação que não é total, não torna A Vida da Gente desprezível. Só não é mais uma novela que eu faça questão de assistir todos os dias.

Eu fico um, dois dias sem colocar os olhos em alguma cena e, quando me pego vendo um capítulo, a sensação é a de que não perdi absolutamente nada, pouca coisa mudou.

Em resumo, não é o mesmo caso de Cordel Encantado, Morde & Assopra, Passione e Insensato Coração, folhetins que abandonei no meio – ou quase no final.

Ainda existe uma mágica no texto de Lícia Manzo que faz com que esse abandono total não seja uma realidade.

Outro dia, acho que no sábado, uma frase simples conseguiu ser extremamente tocante.

Ana disse: “Julia vive no mundo de silêncio e mágoas que criamos pra ela”.

É um negócio que atinge nossa alma e são poucos os roteiristas que conseguem esse resultado.

Tem algo pra rolar nos próximos capítulos que tem tudo pra dar uma sacudida que se faz necessária. É aguardar pra ver.