A vida da gente: o magnetismo dos dramas e até de banalidades.

O tempo passa, novelas terminam e novelas começam. O velho ciclo da ficção tem que continuar e ele realmente continua sem grandes chances de deixar saudade em sua antecessora. Bom, pelo menos essa é a tentativa. O fato é que seja qual fosse a trama, ela teria uma missão difícil a cumprir. Foi neste cenário que começou “A vida da Gente”, de Lícia Manzo e o fato é que todo início e fim de novelas são complicados portanto é sempre bom dar um desconto.

A Vida da Gente é um título bastante apropriado. É uma trama que se utiliza de histórias e apelos humanos: um dos clichês mais banais, repetitivos e que mesmo assim não nos cansamos de assistir. E convenhamos, podemos até reclamar deles, mas é justamente dele que gostamos, não?

Além do clichê das histórias bastante humanas e talvez de um drama que possa parecer inconcebível da forma como ela é apresentada, ela ainda apresenta alguns atores que se repetem tendo em vista seus últimos papeis. O fardo parece maior quando pensamos em Fernanda Vasconcellos com sua gravidez indesejada, sua mãe megera e seu olhar pidão. Mas tudo bem: ignore. Há um algo mais inexplicável por trás de papeis repetidos e alguns clichês fortes. Algum apelo estranho ou uma espécie de magnetismo, algo parecido com magia… chame do que quiser.

Há certas coisas dos quais possa ser perda de tempo descrever muito, especialmente na ficção, portanto pode ser mais proveitoso simplesmente desfrutar.

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* Perfil: Emanuelle Najjar – Jornalista, formada pela FATEA em 2008, pesquisadora da área de telenovelas. Editora do Limão em Limonada (limaoemlimonada.com.br)



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