“Vídeo Show” vive crise de identidade

 O “Vídeo Show” fez 30 anos. Puxando pela memória, vem em mente Miguel Falabella com um sorriso no rosto, juntando as mãos e se despedindo de seu público, a cada encerramento do programa.

Também é possível recordar da voz sexy de Cissa Guimarães dizendo di-re-to do tú-nel do tem-po ou as reportagens alto astral tanto de Cissa quanto de Renata Ceribelli. Tudo isso na década de noventa.

Nos anos 2000 o programa foi para o núcleo de Boninho e teve início o processo de desconstrução dessa que sempre foi a janela da TV Globo e uma atração invejada pela concorrência. Diversas vezes tentaram um formato parecido com o do “Vídeo Show” e nunca deu certo.

Atualmente nem o próprio “Vídeo Show” dá certo. O vespertino vive uma das piores crises de sua história.

Com média de audiência diária na casa dos oito ou nove pontos, ao invés de tentarem aparar as arestas e reavaliarem o formato, colocaram no ar um “Novelão” com “Avenida Brasil”, sucesso do ano passado. Pra próxima semana, um compacto de “Cordel Encantado”. O “Novelão não nasceu para resgatar clássicos?

Como se o “Vídeo Show” fosse um “Vale a Pena Ver de Novo” e se não tivéssemos o Canal Viva na TV paga.

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