Weeds – 8×12-13 (Series Finale): A despedida da família Botwin


Weeds foi uma série ousada que começou com a proposta de mostrar uma mãe de família entrando para o mundo do tráfico de drogas para sustentar sua família. As primeiras temporadas foram carregadas de uma crítica ácida e bem humorada à sociedade americana, mas a coisa foi se perdendo no meio do caminho. Os últimos anos da “dramédia” em muito pouco lembravam o começo da história, mas segui firme e forte até o fim.

Talvez a mudança de ares tenha sido o que mais prejudicou a série. Desde que Nancy e sua tropa saíram do subúrbio a história parecia que lutava para encontrar um rumo, mas acabava sempre se perdendo em meio a personagens desinteressantes e tramas fracas. Mas confesso que sempre ficava a esperança de que as coisas melhorassem.

Outro fator importante a ser considerado para a queda da qualidade do show foi a saída de vários personagens. Sei que é complicado manter o mesmo elenco em uma produção depois de um determinado tempo, mas faltou jogo de cintura a Jenji Kohan para manter uma história interessante que compensasse as ausências.

Quando o season finale da sétima apresentou um final em aberto, pensei que esta seria a oportunidade perfeita para finalizar a série. Ficaríamos com a dúvida sobre o que teria acontecido com Nancy após o tiro, é verdade, mas seria melhor do que foi apresentado na temporada seguinte.

A cada episódio do oitavo ano eu me sentia perdido, sem saber para onde a trama nos levaria. Talvez eu tenha sido influenciado pelas dúvidas da protagonista, que não conseguia decidir se seguia com sua vida de traficante ou se tentava ter uma vida normal. Talvez eu tenha ficado com pena de ver Silas, Shane, Andy e Doug sendo desperdiçados com histórias avulsas e sem sentido. Só sei que a sensação de aquela era uma temporada desnecessária ficou presente o tempo inteiro. Nem mesmo o resgate de Little Boxes na abertura da série ajudou.

Apesar de tudo, ainda me lembrarei com carinho de Weeds. Principalmente de Mary-Louise Parker, já que foi graças ao carisma e talento da atriz que insisti com a série durante todos esses anos. Achei linda a cena final, que foi mais uma despedida dos atores do que dos personagens. Deu pra sentir a real emoção de todos no momento e eu acabei me emocionando também. É sempre difícil despedir de personagens queridos, mesmo que o final não tenha sido satisfatório.

*por Peter Guimarães



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