Whitney encontra a paz que não teve durante sua vida conturbada

12 de fevereiro de 2012 0 Por Endrigo Annyston

Não, não sou um dos que vai virar fã de Whitney Houston agora, por conta de sua morte. Sou como os muitos outros que a admiraram enquanto em vida e, mais que isso, torci por ela.

Estava me preparando pra ver um filme antes de dormir quando resolvi pegar o celular e ver o que estava rolando no Twitter. De início, achei que fosse mais uma dessas brincadeiras idiotas que o pessoal tem feito na rede social, no entanto, rapidamente liguei na GloboNews e veio a confirmação: Whitney Houston está morta.

Na hora pensei em Michael Jackson e senti raiva. Até questionei isso no Twitter: Primeiro Michael, agora você?

A música mundial deve muito a esses dois, dois intérpretes da mais alta qualidade. Poucas vozes podem ser consideradas “the voice”, era seu caso.

Depois de Michael veio em minha mente trechos da entrevista que a cantora deu ao  Oprah Winfrey Show, dizendo ter se recuperado do vício e estava lançando seu novo trabalho.

Uma das músicas foi tema de Viver a Vida, outra, ficou marcada por sua volta por cima e em diversos momentos me ajudou a ficar pra cima.

“I didn´t Know my own strenght”, dizia a letra, “eu não conhecia minha própria força”.

Tudo leva a crer que ela realmente não conhecia e, por isso, deve ter se entregado. Li um tweet da Ana Maria Bahiana dizendo tê-la encontrado semana passada e ela aparentava ter 88 anos. Ou seja…

Na GloboNews informam que ela também foi vista sangrando.

Queria acreditar em causa natural, mas nessas situações, a gente sempre pensa no óbvio.

Depois do susto, do impacto inicial, do ódio somado a tristeza, conclui que enfim, depois de uma longa batalha essa mulher está tendo paz.

Quem se refugia no vício tentando buscar uma realidade melhor que a nossa certamente não é feliz, caso contrário não utilizaria tais recursos para forjar esse sentimento.

E agora ela pode descansar. Sai de cena ainda nova, antes dos 50, como muitos outros grandes. Parece até uma maldição.

A questão é: Whitney morre mas jamais será esquecida. Em qualquer lista de divas da música seu nome estará ali, nas primeiras posições.

Eu não aguentaria ir dormir sabendo da morte de Whitney sem escrever sobre ela, sem deixar de registrar minha admiração, meu amor, minha torcida, fé, lamentação e o voto sincero de que Deus acolha essa filha que tinha tudo pra ser feliz por aqui, mas tudo no sentido de que a gente acredita que dinheiro e fama trazem felicidade. Princesa Diana é outra que prova o contrário.

Siga em paz, diva!