Conheça Shippados, série com Tatá Werneck e Eduardo Sterblicth para a Globo Play

Conheça Shippados, série com Tatá Werneck e Eduardo Sterblicth para a GloboPlay

Rita (Tatá Werneck) e Enzo (Eduardo Sterblicth) estão o tempo todo conectados. O celular é quase uma extensão do próprio corpo, mas o aplicativo de encontros não deu match no casal. Foi num barzinho, à moda antiga, que os olhares se cruzaram. Essa aparente contradição entre o contemporâneo e o vintage permeia também o contraste entre a narrativa de ‘Shippados’ e a identidade visual do projeto – original da Globo, produzido exclusivamente para o Globoplay. Com um total de 30 locações e quase 50% de diárias em externas, elenco e produção, que encerraram as gravações em fevereiro, tiveram como principais sets os espaços urbanos do Rio de Janeiro, especialmente o centro da cidade e o metrô carioca. Maricá, município litorâneo da região metropolitana do Rio, também foi um dos destinos para os quais a equipe embarcou a fim de contar essa história.

Comédia romântica às avessas, ‘Shippados’ traz uma análise sarcástica do cenário social criado pelos algoritmos da internet. Apesar do tema atual, definiu-se por uma estética “retrô” na composição de cada personagem. “Optamos por uma identidade visual mais vintage e por um tom sempre muito natural, com uma linguagem quase documental do dia a dia dos personagens. Esse estilo deixa a série mais atemporal e é bonito de se ver ”, adianta a diretora artística Patricia Pedrosa.

De modo geral, toda a produção da série preferiu um visual que provocasse estranhamento. A intenção principal é de fato mostrar as imperfeições e excentricidades de Rita (Tatá Werneck), Enzo (Eduardo Sterblitch), Brita (Clarice Falcão), Valdir (Luis Lobianco), Suzete (Júlia Rabello), Hélio (Rafael Queiroga) e Dolores (Yara de Novaes) e também aspectos que os conectam com pessoas reais que circulam pela cidade. O Rio de Janeiro também será visto de um jeito diferente do que costuma aparecer na TV: os cenários mais urbanos serviram de locação e funcionaram como um autêntico laboratório de pesquisa comportamental para as equipes da série.

Diante de tanta informação compartilhada precocemente na internet, expectativas criadas e dúvidas constantes, os autores Alexandre Machado e Fernanda Young põem em questão a sobrevivência da paixão nos dias de hoje através de um humor de identificação, apresentando os pequenos e grandes dilemas das relações atuais. “Pode ser que os relacionamentos pós-redes-sociais sejam mais sinceros, pois não há mais como se ter segredos, acabou a privacidade”, observa Fernanda. Na era digital, ao mesmo tempo em que as possibilidades se ampliam, a continuidade dos relacionamentos se torna ainda mais rara. Mesmo com todas as mudanças trazidas pela tecnologia, os roteiristas acreditam que o amor – um assunto universal e atemporal – prevalece. “Por mais ‘likes’ que receba, você vai acabar precisando de alguém para amar”, acrescenta a autora.



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