Conheça a sinopse e os personagens da novela Espelho da Vida

Conheça a sinopse e os personagens da novela Espelho da Vida

12 de setembro de 2018 0 Por Endrigo Annyston

Sabe quando você sente que já viveu algo e parece estar passando pela mesmíssima situação novamente? O famoso déjà vu? É isso que a atriz Cris Valência (Vitória Strada) sente ao pisar pela primeira vez em Rosa Branca, cidade fictícia em Minas Gerais onde nasceu seu namorado, Alain Dutra (João Vicente de Castro). É na localidade mineira que Alain, diretor de TV e cinema, vai filmar seu primeiro longa-metragem. Cris será Julia Castelo, a protagonista do filme. Na pesquisa para interpretar a personagem, viverá uma experiência de viagem no tempo e vai se deparar com uma de suas vidas passadas, no início da década de 1930.

Para Pedro Vasconcelos, em sua estreia como diretor artístico, o mais determinante da novela é o texto e a marca da autora Elizabeth Jhin. “É especial ter a oportunidade de fazer uma novela que se desenvolve em três universos distintos: a época (1932), a atualidade (2018) e o filme”, afirma o diretor. “O tema de vidas passadas me fascina, acredito que colhemos o que plantamos, nesta ou em futuras existências. Em ‘Espelho da Vida’ nossa protagonista tem a chance de viajar ao passado e voltar ao presente, nos permitindo descobrir, junto com ela, a origem de acontecimentos atuais”, conta Elizabeth Jhin.

Com estreia no dia 25 de setembro, ‘Espelho da Vida’ apresenta uma trama de amor e mistério que ultrapassa as barreiras do tempo e do espaço ao se desenrolar em épocas diferentes e concomitantemente. É uma novela de Elizabeth Jhin, escrita com Duba Elia, Renata Jhin, Wagner de Assis e Maria Clara Mattos, e tem direção artística de Pedro Vasconcelos, direção geral de Claudio Boeckel e direção de Luis Felipe Sá, Rafael Salgado e Tande Bressane.

Alain e Cris partem para Rosa Branca

Alain Dutra (João Vicente de Castro) saiu de Minas Gerais e fez uma carreira brilhante como diretor de TV e cinema no Rio de Janeiro. Acaba de receber um prêmio por seu último curta-metragem e está em busca de roteiros para seu primeiro longa. Quer fazer um filme de comédia, que atraia o público. Ele está feliz no campo profissional e também no pessoal. É apaixonado e vive um relacionamento sério com Cristina Valência (Vitória Strada). Mas Alain não fala muito sobre o seu passado em Rosa Branca, cidade onde nasceu e cresceu. Ele também tem um lado que mostra pouco. Sua personalidade é forte, não admite mentira e tem medo de ser traído, além de ser extremamente cético.

Cris, como é chamada por todos, mora no Rio de Janeiro e é atriz de teatro. Filha de artistas, é sensível e amorosa, acredita nas pessoas até que provem o contrário. Prioriza o amor acima de tudo e está muito feliz com o relacionamento com Alain. É uma das maiores incentivadoras da carreira do namorado e acredita que ele tem de buscar um roteiro romântico para filmar. Cris é aquela parceira que está ao lado para o que der e vier.

Durante um evento em que ganha o prêmio, Alain recebe uma ligação da casa do avô Vicente (Reginaldo Faria). Ele está muito doente e Margot (Irene Ravache), sua segunda esposa, pede que Alain vá a Rosa Branca para um último encontro com o avô antes de sua morte. O chamado mexe muito com o neto, e o casal decide ir.

Quando Cris chega a Rosa Branca tem a certeza de que já esteve naquele lugar antes, apesar de nunca ter visitado a cidade. Uma sensação estranha de pertencimento toma conta da jovem atriz. Enquanto Cris está encantada por ter a impressão de conhecer aquele lugar, Alain se mostra um pouco impaciente com toda a situação.

Ao chegarem ao casarão de Margot (Irene Ravache) e Vicente (Reginaldo Faria), Alain conhece a segunda esposa do avô pessoalmente e é bastante polido durante o encontro, já Cris simpatiza imediatamente com ela, algo inexplicável.

Enquanto Alain tem um emocionante reencontro com o avô, Cris conta o que sentiu quando chegou em Rosa Branca para Margot, ela está impressionada com a tal sensação de déjà vu. Margot explica para Cris que os espiritualistas diriam que esse sentimento significa uma lembrança de outra vida, mas Cris, até o momento, afirma não acreditar nessa ideia.

O que Alain não podia imaginar é que essa visita seria decisiva. Após se despedir do avô, ele descobre que Vicente deixou em testamento o dinheiro para a realização do filme. Esse era o último desejo dele. Mas há uma condição: o longa deve ser filmado em Rosa Branca e baseado na história da jovem que morreu assassinada em um crime passional há mais de 80 anos.

Isabel e o passado de Alain

Isabel (Alinne Moraes) sempre sonhou em deixar Rosa Branca, mas ainda vive lá. Ela é a peça chave do passado que Alain (João Vicente de Castro) tanto quer esconder e esquecer. Há 10 anos, Isabel e Alain foram namorados e estavam de casamento marcado e não se desgrudavam, até que ela se encanta por Felipe (Patrick Sampaio), primo e melhor amigo de Alain. O rapaz, que morava em outra cidade, estava começando uma carreira bem-sucedida como empresário, e acaba se envolvendo com Isabel. Ela não pensa em Alain e acerta tudo para fugir com sua nova paixão, afinal está muito próxima de realizar seu sonho de sair daquela cidade de interior.

Quando estão indo embora de Rosa Branca, Isabel e Felipe se envolvem em um acidente de carro. Avisado do ocorrido, Alain segue para a estrada e só quando chega ao local entende que Isabel o traía com seu primo. Ele não se segura e parte furioso para cima de Felipe. Nervosa, Isabel pede que eles parem de brigar e revela que está grávida do primo de Alain.

Transtornado, Alain sai de vez de Rosa Branca e essa decepção marca para sempre sua história. Dias depois da confusão, Felipe morre vitimado por um aneurisma cerebral, o que deixa Alain culpado. Desde o dia do término trágico, Isabel e Alain nunca mais se encontram. Ele vai morar no Rio de Janeiro e ela vê seu sonho de sair de Rosa Branca desmoronar com a morte de Felipe. Isabel fica na cidade cuidando sozinha da filha Priscila (Clara Galinari), já que não pode contar com sua mãe, Edméia (Patricya Travassos), que em determinado momento também vai embora de Rosa Branca.

A história com Alain marca negativamente a reputação de Isabel na cidade. Desde então, ela faz o que pode para parecer uma mãe dedicada e uma pessoa melhor. Das roupas ao jeito de falar, tudo em Isabel é calculado para ser o que não é. Ao saber que Alain vai rodar um filme em Rosa Branca, Isabel decide que vai reconquistá-lo, custe o que custar.

Vida e morte de Julia Castelo

É no enterro de Vicente que a vida de Cris (Vitória Strada) começa a cruzar com a de Julia Castelo. Antes mesmo de saber que se trata da história da jovem que Vicente (Reginaldo Faria) sugere para Alain (João Vicente de Castro) filmar, Cris é abordada por um senhor (Emiliano Queiroz) no cemitério e ele a chama por Julia. Ele entrega um camafeu com uma foto irreconhecível, onde se lê, no verso, o nome de Julia Castelo. Sem entender muito a situação, mas com uma sensação que a deixa confusa e curiosa, Cris tenta devolver a peça, mas o senhor já saiu de seu alcance.

Margot (Irene Ravache) fica impressionada ao ver que a joia era de Julia Castelo e decide mostrar o diário interrompido de Julia para Cris. Ele será o ponto de partida para o roteiro do filme de Alain. Cris folheia impressionada as páginas amareladas que começam contando sobre o dia em que Julia conheceu seu grande amor, Danilo Breton (Rafael Cardoso). O que se sabe na cidade sobre o assassinato da jovem é que ela morreu com um tiro no coração, disparado por ele.

Cris imediatamente lembra dos sonhos que tanto a atormentam. De forma recorrente, ela tem um pesadelo onde foge por uma floresta. Quando chega até uma pessoa que pode ajudá-la, se depara com uma arma apontada em sua direção. No sonho, ela leva um tiro no coração, assim como o que aconteceu no passado com Julia. Cris sempre acorda com uma forte dor no peito e ao ouvir a história que Margot conta fica confusa e abalada.

Do Rio para Rosa Branca: a família de Cris

Com as filmagens em Rosa Branca, a família de Cris (Vitória Strada) resolve passar um tempo na cidade, e a convivência de todos vai trazer uma série de conflitos. Cris é filha de Ana (Julia Lemmertz) e ela não conviveu muito com o pai biológico, Américo (Felipe Camargo). Mas Flávio (Ângelo Antônio), segundo marido de Ana, é a figura paterna que Cris conhece e ama. Ana, Cris e Flávio são muito ligados, formam uma família amorosa e que se completa. Ana sente qualquer problema que esteja acontecendo com a filha, mesmo estando distante fisicamente. São esses sentimentos, aguçados quando Cris vai para Rosa Branca, que levam Ana para a mesma cidade onde a filha está. Consequentemente, Flavio também segue para lá.

Já Américo, um homem sem muitos escrúpulos e que estava vivendo no Rio quase na sarjeta, fica interessado quando descobre que a filha agora é uma atriz em ascensão e namora um famoso diretor de cinema e televisão. Ele quer de qualquer forma se aproximar dela. E, para isso, “veste um personagem” e segue para Rosa Branca ao saber das filmagens. Ele acredita que sendo pai biológico de Cris conseguirá vantagens financeiras estando perto dela. Mas essa aproximação não agrada nada a Ana e Flávio. Alain (João Vicente de Castro) e Margot (Irene Ravache) também desconfiam das atitudes de Américo.

O primeiro longa de Alain Dutra

No roteiro que Alain (João Vicente de Castro) pretende usar para seu primeiro filme, Danilo (Rafael Cardoso) matou Julia, sua noiva, por ciúmes de Gustavo Bruno. O diretor já sabe quem será sua protagonista e Cris (Vitória Strada) aceita o convite, está totalmente envolvida pela história de Julia Castelo. Alain avisa a seu braço direito, Bola (Robson Nunes), sobre sua decisão e afirma que Rosa Branca é o destino de todos os envolvidos. Ele ainda dá carta branca para Bola começar a buscar, ao lado da produtora Daniela (Renata Tobelem), o elenco do filme.

Ser a protagonista de um filme inspirado em uma história que Cris está tão interessada faz com que ela tenha ainda mais gana de descobrir tudo que aconteceu de fato com Julia. E, apesar de estar entrando em campo totalmente desconhecido, Cris não mede esforços na pesquisa para a personagem, o que significa também uma descoberta de sua vida passada.

Equipe e elenco movimentam Rosa Branca

Os moradores de Rosa Branca ficam encantados com a ideia de estarem próximos a nomes tão famosos na televisão e na internet, como Mauro César (Rômulo Arantes Neto), Mariane (Kéfera Buchmann), Carmo (Vera Fischer), Emiliano (Evandro Mesquita) e Solange (Luciana Vendramini).

Mariane, uma atriz com milhares de fãs e muito ativa nas redes sociais, não concorda com a escolha de Cris (Vitória Strada) para o papel principal. A ex-namorada de Alain (João Vicente de Castro) tinha certeza que ele a convidaria para ser a protagonista do filme, mas a personagem que lhe coube foi Dora, melhor amiga de Julia. Ela aceita o convite, mas vai fazer de tudo para roubar o papel principal. Com a ajuda de Josi (Thati Lopes), figurinista do filme, Mariane arma inúmeras situações com o objetivo de separar Cris de Alain. Assim, acredita, a vaga de protagonista será sua.

Outro nome famoso do elenco é Mauro César (Romulo Arantes Neto), que vai dar vida a Gustavo Bruno. Galã de novelas, arrasta multidões de fãs por onde passa. Ele e Mariane adoram aparecer em colunas e redes sociais e, para aumentar a exposição de ambos, resolvem criar um romance fake. Mas a aproximação acaba fazendo com que os dois se envolvam de verdade.

E o elenco ainda conta com os veteranos Solange (Luciana Vendramini) e Emiliano (Evandro Mesquita). Os dois interpretam os pais de Julia Castelo, Piedade e Eugênio. Fora das câmeras eles vivem às turras, pois não se suportam. Foram um casal no passado e algo aconteceu nesse relacionamento para que hoje se detestem. Outra atriz experiente que Alain convidou para compor seu time é Carmo (Vera Fischer). Ela tem muitos trabalhos no currículo, mas está um pouco afastada da televisão e do cinema, pois acredita que com a idade não ganha mais papeis relevantes. Apesar de não ser mais tão concorrida, mantém os ares de grande diva com milhares de exigências ao chegar em Rosa Branca, mas é uma mulher com um ótimo coração. Carmo será Hildegard Breton, a mãe de Danilo.

Os moradores da cidade fazem fila para participarem de alguma forma do filme também. Pat (Debora Ozório), filha de Lenita (Luciana Paes) e Marcelo (Nikolas Antunes), está esperançosa ao ver seu sonho de virar atriz ficar tão próximo. Ela e Michele (Catarina de Carvalho), sua melhor amiga, fazem teste para participar do filme. E não só elas. Neusa (Flavia Garrafa), primeira-dama de Rosa Branca, também quer atuar no longa. Ela e o marido Tavares (Marcelo Laham) pedem para Alain uma chance durante jantar que o prefeito oferece para a equipe do filme.

O cotidiano da cidade não será mais o mesmo. A convivência entre os moradores e os forasteiros vai abalar os alicerces de Rosa Branca.

A pensão de Gentil

Quando sabe que um filme será rodado em Rosa Branca, Gentil (Ana Lúcia Torre), que é irmã de Margot, fica interessada na possibilidade de sua pensão ganhar mais hóspedes, já que o movimento anda fraco. E é exatamente isso que acontece, não somente a equipe envolvida no filme se hospeda no estabelecimento, como também pessoas de fora da cidade que chegam lá por conta das filmagens, como é o caso da família de Cris.

Lenita (Luciana Paes), que ajuda a mãe na pensão, fica empolgada com a possibilidade de circular entre os famosos, mas o que ela quer mesmo é ser um deles. Depois que se separou de Marcelo (Nikolas Antunes), foi com a filha Pat (Debora Ozório) morar com a mãe na pensão, mas não gosta de arregaçar as mangas no trabalho.

Ao chegar na cidade mineira, Américo (Felipe Camargo) se hospeda na pensão e logo percebe que vai conseguir levar Gentil no bico, já que ela fica encantada com o pai de Cris (Vitória Strada). Mas as primas Abigail (Andrea Dantas) e Zezé (Maria Mônica Passos), as maiores fofoqueiras de Rosa Branca, não confiam muito em Américo e estão sempre à espreita tentando descobrir o que ele esconde.

A viagem de Cris ao passado

Fascinada com tudo que acontece desde que chegou a Rosa Branca, Cris (Vitória Strada) aceita a ideia de Margot (Irene Ravache) de visitarem o casarão em ruínas onde viveu e morreu Julia Castelo. A primeira incursão é frustrada, pois Cris se acidenta ao forçar uma janela para entrar na casa. Mas ela não desiste de investigar mais a fundo a história da personagem que inspira o filme.

Na segunda tentativa ela vai sozinha e conhece a Senhora (Suzana Faini) que guarda a chave da casa. Ela a incentiva a entrar e descobrir o que aconteceu ali há tantos anos. Quando pisa na sala logo percebe que realmente sua relação com Julia é mais forte do que podia imaginar. Ao descortinar o quadro que decora a sala totalmente abandonada e afetada pelo tempo, percebe que a imagem ali exposta na pintura que representa Julia Castelo é a sua.

Assustada, mas curiosa, entra no quarto de Julia. E então o relógio bate e é chegada a hora de sair. A Senhora havia informado que esse sinal significa o momento de ela deixar o casarão. Mas Cris volta, só que dessa vez as descobertas são ainda mais intrigantes. Ela veste um dos vestidos de Julia ainda dispostos no armário, coloca o camafeu que ganhou de forma misteriosa no dia do enterro de Vicente e faz movimentos circulares no espelho. O inesperado acontece. Ela percebe que o quarto não está mais empoeirado e caindo aos pedaços. É tudo novo, limpo e o diário de Julia que ela conhece amarelado e castigado pelo tempo está intacto.

A viagem ao passado está só começando. Cris retorna várias vezes ao casarão e a cada experiência ela descobre que pessoas que fazem parte do seu presente também são parte de sua vida passada. Mas o que mais mexe com Cris é conhecer Danilo (Rafael Cardoso) e o amor que Julia e ele sentiam um pelo outro. Entrar em contato com esse sentimento vai deixar Cris confusa, afinal ela ama Alain (João Vicente de Castro). E quanto mais ela se deixa levar pela vida de Julia Castelo, mais próxima de descobrir a real história da jovem ela chega.

Cidades históricas de Minas Gerais como cenário da novela

Pedro Vasconcelos, diretor artístico da novela, ao pesquisar locações em Minas Gerais, encontrou exatamente o que a autora descrevia no texto e decidiu iniciar por lá os trabalhos de ‘Espelho da Vida’. A novela começou a ser gravada no dia 19 de junho e os trabalhos envolveram cerca de 100 profissionais e mais de 20 atores. “Gravamos nas cidades de Mariana, Tiradentes, Ouro Preto e Carrancas e fiquei muito feliz com as locações, tanto que optei por não ter uma cidade cenográfica nos Estúdios Globo, mas, ao longo da novela, voltaremos de tempos em tempos para novas cenas”, conta Pedro.

A Praça Gomes Freire, mais conhecida como Jardim, foi a principal locação usada em Mariana e é um dos pontos de encontro de moradores do local. É lá onde estão os casarões que representam na trama a residência de Vicente e Margot, a livraria Cavaco e a Pensão Rosa Branca. A cidade, com cerca de 60 mil habitantes, foi a primeira capital de Minas Gerais. As ruas de seixos rolados estão presentes na obra e se tornaram constantes no dia a dia do elenco que circulou por ali durante vários dias e aproveitou para conviver também com o sotaque mineiro.

As ruas de pedras tão características de Tiradentes completam o centro histórico da cidade fictícia. A equipe gravou cenas nas ruas próximas às igrejas do lugar, como a Matriz de Santo Antônio e a Capela Nossa Senhora das Mercês. As locações de Ouro Preto representam na trama o que pode ser chamado de centro nervoso de Rosa Branca. E em Carrancas, a equipe aproveitou as belezas naturais da cidade, rodando cenas nas serras e cachoeiras que vão representar na trama os arredores de Rosa Branca.

As gravações em todas as cidades mineiras despertaram a curiosidade de quem passava e parava para assistir às cenas de Vitória Strada, João Vicente de Castro, Alinne Moraes, Robson Nunes, Ana Lúcia Torre, Luciana Paes, Felipe Camargo, Irene Ravache, Julia Lemmertz, Ângelo Antônio e outros do elenco. “É uma imersão gravar nas cidades mineiras, que são lindas”, conta Alinne Moraes, que interpreta a vilã Isabel. Robson Nunes, o Bola na trama, também elogia a experiência. “O mineiro é muito acolhedor. E não podemos esquecer que Minas tem uma gastronomia incrível”.

Vitória Strada, a protagonista Cris, concorda com os colegas: “As cidades mineiras são encantadoras, assim como seus moradores. Começar o trabalho em gravações realizadas em viagens nos ajuda a mergulhar mais na história e no personagem”. Já Flavia Garrafa, que dá vida à primeira-dama de Rosa Branca, Neusa, define: “Eu não só prestei atenção ao sotaque, como conversei com moradores como se fosse mineira. É muito bom gravar em Minas e poder compor a personagem no estado onde ela nasceu e vive”.

João Vicente de Castro, que interpreta o protagonista Alain Dutra, resume o que viveu durante os dias em que gravou fora do Rio: “Gravar em Minas foi uma experiência sensacional. Pude ver como o estado é plural e cheio de riquezas. Carrancas é um dos lugares mais bonitos que já vi na minha vida. Tiradentes é uma cidade muito charmosa. E em Mariana percebi como seus moradores são positivos e agregadores”.

Figurino e caracterização em três tempos

“Três camadas diferentes, mas que conversam entre elas”. Esse foi o mote que Júlia Ayres usou para criar figurinos totalmente distintos e que contam a mesma história. “Foi importante criar três estéticas diferentes para que o espectador identifique imediatamente onde os personagens estão: atualidade, época ou filme”, conta. Ainda há uma diferenciação entre os personagens que são do Rio de Janeiro, principalmente a trupe do cinema, e os moradores de Rosa Branca. “O pessoal do filme tem mais preto na paleta e peças mais geométricas, estampas mais gráficas. E no interior é mais romântico, estampas liberty, por exemplo. A diferenciação quando eles chegam na cidade do interior precisava ser óbvia já no figurino”, revela Júlia.

As roupas da Cris (Vitória Strada), protagonista da trama, são básicas e confortáveis, segundo a figurinista. Já Isabel (Alinne Moraes) tem um guarda-roupa que não condiz com sua personalidade. “O figurino da Isabel mostra que ela veste um personagem todos os dias quando sai de casa. Ela tem um passado ruim na cidade e quer aparentar ser outra pessoa agora. Então, ela usa estampa de florzinha, anel de coração, figurino delicado”, explica Júlia, que completa: “Já a Mariane (Kéfera Buchmann), que é uma atriz muito famosa, é uma personagem que abusa das tendências, está sempre pronta para postar sua vida nas redes sociais, é muito estilosa”.

A caracterização também lançou mão de técnicas diferentes para identificar as camadas da história. A ideia é trazer realismo para tela e para isso é importante que o público se reconheça nos personagens. “Não queremos mostrar pessoas inalcançáveis. Vamos usar, no geral, uma caracterização mais crua e simples, mas que o público reconheça nas pessoas as diferentes camadas da novela”, explica a caracterizadora Lucila Robirosa. Também foi o ponto importante para ela a diferenciação entre os moradores do Rio de Janeiro, principalmente os personagens envolvidos com o filme – mais modernos e trazendo tendências da moda -, e os de Rosa Branca, que são mais simples.

A caracterização e o figurino do filme seguem linhas diferentes da vida real dentro da trama. “Optei por usar uma prática de reconstrução para criar o figurino do filme. A Josi (Thati Lopes), que é a figurinista do longa na novela, vai usar muito bordado que é bem característico da cidade e que ela fica encantada ao conhecer. Além disso, vai reconstruir várias roupas. Uma toalha de mesa pode virar um vestido, assim como fará intervenções em peças de acervo”, diz Júlia. “Faremos no filme uma caracterização mais carregada, que segue realmente o que vemos nas revistas da época”, finaliza Lucila.

Soluções na cenografia e na produção de arte

Claudiney Barino e Cristiane Lobato, cenógrafos responsáveis, tinham como missão criar um dos principais e mais emblemáticos cenários da novela: o casarão de Julia Castelo. Uma construção com duas fachadas espelhadas e opostas com ligação interna. Assim como acontece com Cris na trama, é possível entrar no casarão em 2018 e sair no início da década de 1930. “O casarão é uma metáfora da novela”, destaca Barino. De um lado a edificação em ruínas, uma casa castigada pelo abandono e pelo tempo, assim como sua vizinhança. “Entendemos no texto da Elizabeth Jhin que todo o entorno da casa de Julia Castelo tinha sido abandonado e assim seguimos com o projeto”, conta Cristiane. Mas do outro lado é tudo diferente, a casa em estilo neoclássico está nova, impecável, e com vida no entorno.

Os cenógrafos foram a Minas Gerais para pesquisas, afinal, os cenários internos devem representar casas de uma cidade histórica, assim como Mariana, Tiradentes e Ouro Preto. “Usamos bastante referência do que vimos em Minas para as casas de Rosa Branca, principalmente a de Margot que é bem tradicional”, explica Cristiane. Já o ambiente de Isabel mostra um lado diferente do que a personagem apresenta fora de casa. “Ela não valoriza a cidade, detesta o lugar, então não temos objetos que representem a região. Mas ao mesmo tempo ela tem um olhar apurado e de bom gosto”, conta Cristiane.

Como a novela mostra a realização de um longa-metragem, a ideia é que o público perceba detalhes das filmagens. “Como teremos os bastidores de um filme dentro da novela, então é importante que o espectador perceba quando se trata da época e quando estamos falando das gravações do filme”, conta Rita Vinagre, responsável pela produção de arte. Ela e sua equipe criaram um poste cenográfico com rodinhas e uma vela que parece um clássico acessório de época, mas a luz é de Led, entre outros objetos. “A ideia é mostrar uma cena com os personagens de época, mas de repente aparece uma pessoa levando o poste de rodinhas. Em outra, a atriz vira a vela que carrega e percebemos que o que a faz acessa é Led e não fogo”, conta Rita.

A produção de arte também se preocupou em mostrar objetos de decoração reais, aqueles que o público deve reconhecer em sua própria casa. “O Pedro (Vasconcelos) está trabalhando com tudo o mais real possível, então, por exemplo, quando pensamos em arranjos para as casas, eles são simples e reais, nada tão rebuscado”. E por falar em flores, a produção de arte encomendou mil rosas brancas artificiais que serão inseridas na Praça Gomes Freire, em Mariana, para a gravação de cenas de época na locação. “Quando voltarmos a Minas Gerais para novas cenas externas, faremos intervenções diferentes do que fizemos anteriormente para que as cidades pareçam realmente ser da década de 1930”, explica Rita.

Entrevista com autora Elizabeth Jhin

Elizabeth Jhin foi aluna da primeira turma da oficina de roteiros da Globo, e durante 15 anos atuou como colaboradora de grandes autores. Em 2007 escreveu ‘Eterna Magia’, sua primeira novela, sob a supervisão de Silvio de Abreu. Depois, ‘Escrito nas Estrelas’ (2010), ‘Amor Eterno Amor’ (2012) e ‘Além do Tempo’ (2015). Elizabeth também escreveu alguns livros infanto-juvenis, como ‘Pobre Menina Rica’, ‘Ensina-me a Viver’ e ‘Melodia e Amor’. Além destas obras, é autora ainda dos romances ‘Paixões Desenfreadas’, ‘A Força do Destino’ e ‘Armadilha Amorosa’, sob o pseudônimo de Renata Dias.

Como você define a novela e quais foram suas principais referências?
A novela é essencialmente uma história de amores e dores que atravessa o tempo, com muito mistério, mas sem abandonar o humor e a leveza. Acredito que o tema possa trazer esperança para nossas vidas. Sempre li muito sobre o tema de vidas passadas, viagem no tempo e, para essa novela, assisti também a muitos filmes que abordam o assunto. Acho que a maioria das pessoas gostaria de brincar com a ideia de voltar ao passado para poder mudar alguma coisa.

Como surgiu a ideia da novela?
Ainda estava escrevendo ‘Além do Tempo’ quando surgiu a ideia. Pensei em contar a história da gravação de um filme dentro da novela, mostrando os bastidores, a produção, o elenco. Uma espécie de metalinguagem. Uma amiga museóloga de Salvador me falou sobre o caso de uma jovem, Julia Fetal, assassinada pelo noivo, na cidade, no século XIX, e me inspirei nela para criar minha Julia Castelo. Minha intenção foi usar três tempos: o passado, o presente e o tempo do filme. E tudo acontecendo concomitantemente para que as pessoas acompanhem as situações e torçam pelos personagens das duas épocas.

Cris ficará dividida entre amores que habitam diferentes dimensões? Acha que o público ficará também dividido?
Acredito que o público se envolverá com a história de Cris e ficará com vontade de descobrir tudo que aconteceu com Julia Castelo, e também entender quem já fazia parte da história de Cris desde sua vida passada. E, assim como Cris, acho que o público ficará dividido na torcida para que ela opte por um deles. Tanto Danilo quanto Alain são homens cativantes e interessantes. Mas, claro, há o fato de serem de diferentes dimensões, o que complica ainda mais a situação.

Como você definiria o sentimento de Cris ao viver essa experiência transcendental?
Espanto, medo, curiosidade, fascínio, esperança. Tudo isso em doses absolutas.

Você acha que mostrar os bastidores de um filme é um diferencial da trama?
Acho que o público gosta de ver um pouco do que acontece nos bastidores de um filme ou de uma novela. Os atores são pessoas como as outras, com seus amores, dúvidas, defeitos e qualidades. Vamos tratar desse universo de forma leve e divertida.

Qual a importância do mistério na trama?
O mistério ajuda a contar a história e instiga o público. A cada viagem de Cris ao passado ela faz uma nova descoberta que liga sua vida anterior, como Julia, à sua vida como Cris. Ela vai descobrindo que pessoas que fazem parte de seu cotidiano já estavam em sua história há muito tempo, o que pode impactar sua maneira de ver as coisas e as pessoas que a cercam na atualidade. Tudo acontece porque ela deseja desvendar o mistério sobre quem realmente matou Julia Castelo. E essa descoberta vai impactar fortemente a trama.

Entrevista com o diretor Pedro Vasconcelos

Pedro Vasconcelos começou a carreira artística como ator. Fez parte do elenco de novelas e minisséries da Globo, como ‘Riacho Doce’, ‘Fera Ferida’, ‘A Próxima Vítima’ e ‘Malhação’. Em 1998, dirigiu, atuou e produziu a peça “D’Artagnan e os Três Mosqueteiros”, sucesso de público e crítica que rodou o Brasil. Logo depois, o diretor Roberto Talma o convidou para trabalhar do outro lado da lente, na direção. Desde então, segue na função. Atuou como diretor geral em “A Força do Querer” e nas últimas três novelas de Elizabeth Jhin: ‘Além do Tempo’, ‘Amor Eterno Amor’ e ‘Escrito nas Estrelas’ e estreia como diretor artístico em trama da mesma autora. Pedro também tem passagem pelo cinema, foi diretor dos filmes “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (2017) e “Fala Sério, Mãe!” (2017).

Por que você escolheu gravar em cidades reais e não construir uma cidade cenográfica nos Estúdios Globo?
Gravar nas cidades de Minas Gerais foi uma escolha de caráter absolutamente dramatúrgico. Eu estava visitando as cidades históricas mineiras para encontrar um lugar que me servisse de base para a construção de uma cidade cenográfica nos Estúdios Globo, como a gente costuma fazer. Passei por várias cidades e acabei encontrando em Mariana o desenho exato que a autora Elizabeth Jhin gostaria de ter para a cidade fictícia de Rosa Branca: uma praça com um chafariz no meio e casarões históricos em volta. Fiquei tão encantado que resolvi abrir mão da construção de uma cidade cenográfica e gravar as externas em Minas Gerais, principalmente em Mariana, além de Tiradentes, Ouro Preto e Carrancas. Também acho que a história tem um caráter mais realista e acredito que gravar nessas cidades, ter os atores circulando em uma cidade não cenográfica, vai me ajudar a contar melhor essa história.

Como foi a preparação do elenco para, em alguns casos, viver dois personagens distintos na história (2018 e 1932)?
Consegui estabelecer um processo de trabalho com os atores que foi o nosso grande prazer na pré-produção. A gente se juntava e ficava estudando o texto juntos. Fiquei imerso com o elenco durante um mês. Realizamos a preparação com leitura das duas épocas juntas. De manhã líamos uma época e à tarde, outra. E, durante todo o tempo, discuti com os atores sobre como seria o jogo dos personagens.

Como a gravação do filme serve à trama?
Na história, uma equipe de cinema chega a uma cidade histórica de Minas Gerais e a atriz que faz a protagonista descobre que é a reencarnação de uma moça que foi assassinada em 1932, naquela mesma cidade, e que será tema do longa-metragem. Na pesquisa para o filme ela vai se transportar para a década de 1930. O filme é uma forma de acompanharmos o desenvolvimento e o processo de descoberta da verdadeira história do assassinato da Julia Castelo.

Qual o principal desafio desta novela?
É uma novela atual e de época. Ao mesmo tempo. É um desafio muito grande criar esses universos distintos e em paralelo. É uma trama com três camadas: época, atualidade e o filme, algo que eu ainda não tinha vivido. Como falamos, muitos atores do elenco dobram de personagens. Ao mesmo tempo que é um desafio, é o grande barato. E fazemos tudo sem perder o caráter de folhetim que a autora domina. Acho que para o telespectador será muito curioso. Ele assistirá às cenas atuais ao mesmo tempo em que acompanhará as cenas de época. Vai entender a mudança de décadas pelo figurino, paisagens, objetos etc.

Como foi a escalação do elenco?
A ideia era ter um equilíbrio mesclando atores experientes em teledramaturgia, com várias novelas no currículo, com atores que estão acostumados a atuar fora da TV, seja na internet, no cinema ou no teatro.

O que o público pode esperar da novela?
Essa novela tem muita coisa legal. Mistérios espirituais, suspense para saber quem matou Julia Castelo e o humor que permeia toda a história, principalmente nos núcleos da pensão e do cinema, o que faz com que o público se sinta relaxado e à vontade para absorver a história.

Perfil dos personagens (2018)

Família Cris Valência

Cris Valência (Vitória Strada) – Jovem atriz de teatro. Bonita, idealista e estudiosa. Ela é filha de Ana (Julia Lemmertz) e Américo (Felipe Camargo). Tem uma ótima relação com a mãe e o padrasto Flávio (Ângelo Antônio), que ela considera como pai. Mora no Rio de Janeiro e vai com o namorado Alain (João Vicente de Castro) para Rosa Branca. Ganha o papel de protagonista do filme de Alain. Será Julia Castelo. Na cidade, durante a pesquisa para viver a personagem, ela descobre que foi Julia em sua vida passada e vive uma experiência transcendental ao entrar no casarão em ruínas, onde a jovem morreu. Ela se transporta para a década de 1930 e tenta desvendar quem realmente matou Julia. Durante a experiência, descobre que pessoas que fazem parte de seu presente, também fizeram parte de sua vida passada.

Ana (Julia Lemmertz) – Mãe de Cris (Vitória Strada) e casada com Flavio (Ângelo Antônio). Tem uma ótima relação com a filha e tenta controlar sua preocupação com a jovem. Mora no Rio de Janeiro, mas por conta das filmagens vai até Rosa Branca. Trabalha com marchetaria (técnica para ornamentar superfícies planas de madeira). Tem pouca relação com Américo (Felipe Camargo), seu ex-marido e pai de Cris, mas eles acabam se reaproximando, já que ele decide se mudar para Rosa Branca, o que deixa Flavio magoado.

Flavio (Ângelo Antônio) – Faz trabalhos artísticos em madeira, é marceneiro e restaurador, segundo marido de Ana (Julia Lemmertz). Criou Cris (Vitória Strada) como filha e, por ciúme e zelo, não admite qualquer aproximação de Américo (Felipe Camargo), pai biológico de Cris, com a filha e a mulher. Mora no Rio de Janeiro, mas com as filmagens vai até Rosa Branca.

Américo (Felipe Camargo) – Pai biológico de Cris (Vitória Strada) e ex-marido de Ana (Julia Lemmertz), ele está sempre envolvido em alguma tramoia. Não participou da criação da filha, mas tenta se reaproximar dela em Rosa Branca. Na verdade, a ida dele para Rosa Branca tem outro motivo.

Núcleo do filme de Alain Dutra

Alain Dutra (João Vicente Castro) – Bonito e inteligente, é um bem-sucedido diretor de novelas. Nasceu e cresceu em Rosa Branca, Minas Gerais, mas mora no Rio de Janeiro há alguns anos por conta de uma decepção amorosa do passado. Ele era namorado de Isabel (Alinne Moraes), mas ela o traiu com seu primo e melhor amigo, Felipe (Patrick Sampaio). Volta a Rosa Branca para atender a um chamado de seu avô, Vicente (Reginaldo Faria), que está muito doente, e é convencido a filmar na cidade a história de Julia Castelo (Vitória Strada), uma jovem que morreu na década de 1930 em um crime passional. É um homem bacana e apaixonado pela namorada atual, Cris (Vitória Strada), mas seu retorno à cidade natal vai transformá-lo.

Bola (Robson Nunes) – Amigo, confidente e braço direito de Alain (João Vicente de Castro). Bem-humorado e sincero, é responsável pela produção do filme que é rodado em Rosa Branca. Tem uma boa relação com todos os envolvidos na produção e também com os atores escalados. Vive uma paixão platônica por Mariane (Kéfera Buchmann), famosa atriz que está no elenco do filme.

Mauro César (Rômulo Arantes Neto) – Galã da televisão, vaidoso e famoso. Faz parte do elenco do filme e chega a Rosa Branca para as filmagens. Faz o papel de Gustavo Bruno, um dos protagonistas do filme. Mauro Cesar e Mariane (Kéfera Buchmann) combinam um namoro falso para atrair mídia, mas os dois acabam se envolvendo realmente. Em Rosa Branca, é “perseguido” por Pat (Débora Ozório), que deseja chegar perto de seu ídolo custe o que custar.

Mariane (Kéfera Buchmann) – Famosa atriz de televisão. Tem um grande fã-clube e é seguida por milhares de pessoas nas redes sociais. Vaidosa, tem muita autoestima. Vai para Rosa Branca para rodar o filme, em que interpreta Dora, amiga de Julia. Combina com Mauro César (Rômulo Arantes Neto) um romance falso, mas acaba se envolvendo de verdade com o rapaz. É ex-namorada de Alain (João Vicente de Castro) e acredita que separando o diretor de Cris (Vitória Strada), conseguirá o papel principal do filme. Com a ajuda de Josi (Thati Lopes), figurinista do filme, arma várias situações com o intuito de separar o casal.

Solange (Luciana Vendramini) – Grande atriz do teatro paulista. Não aceita a chegada da idade. Vai para Rosa Branca para as filmagens. Teve um relacionamento no passado com Emiliano (Evandro Mesquita) e hoje não o suporta. Vive trocando indiretas com Carmo (Vera Fischer) e não se conforma que sua personagem no filme (Piedade, mãe de Julia) seja submissa ao marido Eugênio, interpretado por Emiliano.

Emiliano (Evandro Mesquita) – Excelente ator, teve um caso com Solange (Luciana Vendramini) no passado e hoje os dois não se suportam. Vai para Rosa Branca para as filmagens. Ele vai interpretar Eugênio, pai de Julia Castelo. Diverte-se ao ler as cenas em que Eugênio humilha Piedade, mãe de Julia.

Carmo (Vera Fischer) – Já atuou na TV, mas está afastada porque acredita que com a idade não ganha mais papeis relevantes. Tem um temperamento forte, mas um excelente coração. Vai para Rosa Branca para as filmagens. Ela será Hildegard, mãe de Danilo, no filme de Alain. Diverte-se ao trocar indiretas com Solange (Luciana Vendramini).

Josi (Thati Lopes) – Figurinista do filme, boa profissional, mas um tanto dissimulada. Muito amiga de Mariane (Kéfera Buchmann), ela é a cabeça por trás das armações para separar Cris (Vitória Strada) e Alain (João Vicente de Castro).

Daniela (Renata Tobelem) – Assistente de produção do filme, muito fiel a Alain (João Vicente de Castro). Justa e comprometida.

Sergio (Marcio Machado) – Diretor de cenografia do filme, ele vai para Rosa Branca por conta das filmagens na cidade.

Claudio (Pedroca Monteiro) – Diretor de fotografia do filme, ele vai para Rosa Branca por conta das filmagens na cidade.

Débora (Luciana Malcher) – Faz o papel de Bendita no filme. É uma atriz talentosa, divertida e experiente. É reconhecida profissionalmente e quando chega a Rosa Branca é assediada pelos moradores do lugar.

Jorge (Miguel Coelho) – Vai interpretar Danilo no filme. É um ator de teatro de Belo Horizonte. Ótimo profissional, mas não é um rosto conhecido do público.

Rosa Branca

Núcleo do Casarão

Vicente (Reginaldo Faria) – Avô de Alain (João Vicente de Castro), morador de Rosa Branca, no interior de Minas Gerais. É um homem muito querido na cidade. É casado com Margot (Irene Ravache) com quem tem uma livraria que vende obras raras. Quando fica doente pede que o neto Alain volte a Rosa Branca para se despedir dele. No testamento deixa dinheiro para que Alain realize seu primeiro longa-metragem, desde que ele conte no cinema a história de Julia Castelo, uma jovem que morreu em 1932.

Margot (Irene Ravache) – Segunda esposa de Vicente (Reginaldo Faria), com quem tem uma livraria com obras raras, em Rosa Branca. Boa, alegre e espiritualizada. Fica muito próxima de Cris (Vitória Strada) quando a conhece. É ela quem entrega o diário de Julia Castelo para Alain (João Vicente de Castro) e Cris, material que serve de guia para a construção do roteiro do filme. É a única pessoa que sabe da experiência que Cris vive ao se transportar para a década de 1930 na pele de Julia Castelo. Ela ajuda a amiga. Hospeda em sua casa algumas pessoas da equipe do filme e ainda cede o espaço para gravação de cenas do longa. É irmã de Gentil (Ana Lucia Torre).

Gerson (Cosme dos Santos) – É o faz-tudo da casa de Vicente (Reginaldo Faria) e Margot (Irene Ravache), em Rosa Branca, muito prestativo e amoroso. Pai de Sheila (Dandara Albuquerque) e avô de Flor (Maria Luiza Galhano).

Sheila (Dandara Albuquerque) – Filha de Gerson (Cosme dos Santos), a jovem deixa a filha com o seu pai e vai embora da cidade afirmando estar indo em busca de trabalho.

Flor (Maria Luiza Galhano) – Filha de Sheila (Dandara Albuquerque) e neta de Gerson (Cosme dos Santos), ela vai morar com o avô, mas sente muito a falta da mãe. Torna-se amiga de Priscila (Clara Galinari), mas as duas têm personalidades bem diferentes, o que acaba gerando conflitos.

Dalva (Andrea Bacellar) – Trabalha na casa de Margot (Irene Ravache) e é incentivada por ela a continuar estudando para ser enfermeira.

Marina (Ana Rios) – É contratada por Margot (Irene Ravache) para ajudar no trabalho do casarão com a chegada do elenco do filme.

Família de Isabel

Isabel (Alinne Moraes) – É uma mulher muito bonita e atraente. Aparenta ser uma boa pessoa, mas, na verdade, é dissimulada e mau caráter. Moradora de Rosa Branca, Isabel foi noiva de Alain (João Vicente de Castro) no passado, mas o romance terminou quando ele descobriu que ela o traía com seu primo e melhor amigo, Felipe (Patrick Sampaio). Quando terminam, Isabel afirma estar esperando um filho de Felipe. É jornalista na cidade, além de ajudar na livraria de Margot (Irene Ravache) e Vicente (Reginaldo Faria). É mãe de Priscila (Clara Galinari) e filha de Edméia (Patricya Travassos), com quem tem uma relação conturbada.

Priscila (Clara Galinari) – É filha de Isabel (Alinne Moraes) e neta de Edméia (Patricya Travassos), com quem passa a conviver muito bem depois que a avó volta a morar em Rosa Branca. Chama Vicente (Reginaldo Faria) e Margot (Irene Ravache) de avós e sente muita falta de ter um pai. É filha de Felipe (Patrick Sampaio), que morreu antes de seu nascimento. Sofre com a frieza da mãe em alguns momentos e não gosta de Alain (João Vicente de Castro) quando o conhece, já que ele não demonstra nenhum carinho por ela. Alain enxerga a garota como o símbolo da traição que o fez sofrer tanto.

Edméia/ Grace (Patricya Travassos) – Mãe de Isabel (Alinne Moraes), mas não tem um bom relacionamento com a filha. Volta para Rosa Branca após ter passado muitos anos fora em busca de autoconhecimento. Acredita em forças sobrenaturais e a certa altura percebe que deve voltar a Rosa Branca para ajudar a filha a melhorar seu temperamento e atitudes. Ao começar a conviver com a neta Priscila (Clara Galinari), mostra total cumplicidade com a menina.

Núcleo da pensão Rosa Branca

Gentil (Ana Lucia Torre) – Irmã de Margot (Irene Ravache) e mãe de Lenita (Luciana Paes). É dona da pensão de Rosa Branca e vai hospedar em seu estabelecimento a equipe do filme. Quase sempre mal-humorada, acha a filha uma deslumbrada. Diz que, com a idade, pode falar o que pensa. Ela fica encantada com Américo (Felipe Camargo) quando ele chega à pensão.

Lenita (Luciana Paes) – Sobrinha de Margot (Irene Ravache) e filha de Gentil (Ana Lucia Torre). Trabalha com a mãe na pensão em Rosa Branca a contragosto, pois é ambiciosa, quer ser rica e famosa, mas não faz nada concreto nesse sentido. Foi casada com Marcelo (Nikolas Antunes), com quem tem uma filha, Pat (Debora Ozório).

Pat (Debora Ozório) – É filha de Lenita (Luciana Paes) e Marcelo (Nikolas Antunes). Sonha em ser atriz e faz de tudo para participar do filme de Alain (João Vicente de Castro). É muito fã do ator Mauro César (Rômulo Arantes Neto) e acha que quando ele a conhecer em Rosa Branca se apaixonará por ela. Para isso apronta algumas com o intuito de ficar perto do ídolo. Muito amiga de Michele (Catarina de Carvalho).

Marcelo (Nikolas Antunes) – Foi casado com Lenita (Luciana Paes) e é pai de Pat (Debora Ozório). Um ótimo pai e bom amigo, ele participa totalmente da criação de Pat, mas não cede aos caprichos da ex-esposa, que gostaria que ele a sustentasse. É advogado e no passado fez parte da turma de Alain (João Vicente de Castro) e Isabel (Alinne Moraes), em Rosa Branca. Atualmente, é apaixonado por Isabel.

Zezé (Maria Mônica Passos) e Abigail (Andrea Dantas) – Primas, moram em Rosa Branca. Vivem na pensão de Gentil (Ana Lucia Torre) e prestam atenção em tudo que acontece por ali. Estão sempre prontas para dar palpite na vida alheia.

Valdete (Rosana Dias) – Funcionária da pensão de Gentil (Ana Lucia Torre), é uma cozinheira de mão cheia e especialista em quitutes mineiros.

Família do Prefeito

Tavares (Marcelo Laham) – Prefeito da cidade, ele é um cara honesto e vive de forma simples com seu salário de prefeito, o que revolta sua mulher Neusa (Flavia Garrafa), com quem tem uma filha, Michele (Catarina Carvalho). Tavares acaba cedendo aos caprichos da esposa, e pede que ela faça um teste para participar do filme de Alain (João Vicente de Castro).

Neusa (Flavia Garrafa) – Mulher do prefeito Tavares (Marcelo Laham), ela não se conforma com a simplicidade do marido, gostaria de levar uma vida bem acima do padrão em que vivem. Faz de tudo para participar do filme que será gravado em Rosa Branca e consegue convencer o marido a ajudá-la. É mãe de Michele (Catarina de Carvalho).

Michele (Catarina de Carvalho) – É filha de Tavares (Marcelo Laham), prefeito da cidade, e Neusa (Flavia Garrafa). É melhor amiga de Pat (Debora Ozório) e vai ajudar a amiga a “perseguir” Mauro César (Rômulo Arantes Neto). Tem mais responsabilidade que Pat, mas não consegue fazê-la desistir de certas ideias malucas para conseguir o que quer.

Outros personagens

Hugo (Cadu Libonati) – Sobrinho de Zezé (Maria Mônica Passos). Morador de Rosa Branca, trabalha no jornal da cidade e é assistente de Bola (Robson Nunes) e fotógrafo responsável pela cobertura das filmagens na cidade. É apaixonado por Pat (Debora Ozório), mas acaba se envolvendo com Gabi (Anna Rita Cerqueira) para fazer ciúme em Pat.

Dalton (Marcello Scorel) – Médico da cidade, muito conhecido e prestigiado, já fez teatro quando jovem e conhece Carmo (Vera Fischer) dessa época.

Gabi (Anna Rita Cerqueira) – Amiga de Pat (Debora Ozório), Michele (Catarina de Carvalho) e Hugo (Cadu Libonati). Sugere que ela e Hugo se relacionem para Pat ficar com ciúme, mas ela gosta dele de verdade.

Felipe (Patrick Sampaio) – Primo e melhor amigo de Alain (João Vicente de Castro), teve um caso com Isabel (Alinne Moraes), noiva de Alain, anos atrás. Quando Alain descobre, eles brigam feio. Logo depois do ocorrido o jovem morre. Apesar de não ter sido responsável pela morte do primo, Alain se sente culpado.

Senhora (Suzana Faini) – Responsável pela casa em ruínas onde morou Julia Castelo (Vitória Strada). Ela decide quem deve ou não entrar na casa. Incentiva Cris (Vitória Strada) a descobrir tudo que aconteceu em sua vida passada.

André (Emiliano Queiroz) – Senhor que entrega a Cris (Vitória Strada) o camafeu que foi de Julia. Ninguém o conhece na cidade.

Padre Léo (José Santa Cruz) – Padre da cidade de Rosa Branca.

Martim (Wal Schneider) – Funcionário da fazenda de Margot (Irene Ravache) e Vicente (Reginaldo Faria).

Vitor (Guilherme Hamacek) e Jadson (Otávio Cardozo) – Filhos de Américo (Felipe Camargo).