Minissérie Justiça: Antenor, quando o passado não condena

Quando o propósito é acumular poder, não há  limite para Antenor (Antonio Calloni). Inescrupuloso, grosseiro e com fôlego de sobra para passar por cima dos que atrapalham seus objetivos, ele é um empresário de má índole em 2009, quando atropela Beatriz (Marjorie Estiano), esposa de Maurício (Cauã Reymond). Sete anos depois, ele segue impune e se prepara para um voo alto: a grandiosa campanha ao cargo de governador do Estado.

O caminho não será fácil, pois Maurício (Cauã Reymond) pretende fazer o passado bater à porta do aspirante a político. Ex-contador da GTransportes, ele sabe que Antenor aplicou um golpe em Euclydes (Luiz Carlos Vasconcellos) e levou a empresa à falência, comprometendo a vida do sócio e de centenas de funcionários. Mas há ainda um motivo pessoal e grave para justificar o ódio que Maurício nutre por Antenor: na noite em que foge com o dinheiro da GTransportes, o empresário ultrapassa um ônibus em alta velocidade e atropela Beatriz (Marjorie Estiano). Mulher de Maurício, a bailarina tinha acabado de estrear um espetáculo de sucesso e sofre de maneira imensurável ao receber a notícia de que está tetraplégica. Ao saber que perdeu os movimentos e não voltará a dançar, Beatriz implora a Maurício por uma eutanásia. Ele cede ao apelo e, condenado por assassinato, cumpre sete anos de prisão.

Ao sair da cadeia, Maurício tem o firme objetivo de impedir que Antenor tenha sucesso em seu plano sórdido de se eleger. Para isso, se aproxima de Vânia (Drica Moraes), a candidata a primeira-dama, que se acostumou a assinar papéis do marido sem ler, mas não com o tratamento frio que recebe. Frágil, alcoólatra e deprimida, ela é peça fundamental na estratégia de Maurício para fazer justiça com as próprias mãos.

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