Resumo dos Capítulos da novela Haja Coração: Um amor condenado: André e Tolentino

André (Caio Blat) não sabe o que o atingiu. Parece que a vida virou de ponta a cabeça. Precisa assumir o lugar de sucessor na família e sente a resistência de todos em confiar a ele essa posição. Desconfia que seja por seu jeito delicado, menos bruto que os homens da época… Talvez isso lhe dê menos credibilidade. O que em sua natureza é tão errado? O que lhe dá forças para seguir é a amizade de Tolentino (Ricardo Pereira). Este nunca lhe faltou, nunca o julgou, mesmo em meio a brigas e discussões. Sente a relação sólida, firme.  “Estou muito feliz de estar representando essa história. Contribui num sentimento geral da novela de tratar de diversas formas de preconceito, de discriminação. Eu acho que esta é uma novela madura, as pessoas percebem que são temas contemporâneos que estão sendo tratados com um pano de fundo histórico. Tenho muito orgulho de estar representando esse personagem que é comovente, lindo”, afirma Caio Blat.

Tolentino reassume o posto de Coronel, mas é constantemente humilhado por Rubião (Mateus Solano). Hoje, vive aos mandos e desmandos do Intendente. Bebe pra esquecer, talvez tenha realmente esquecido de quem foi um dia: o homem que capturou Tiradentes (Thiago Lacerda). Em meio às confusões mais recentes, deixa o Intendente em mais uma situação de risco e os gritos do homem ainda ecoam em sua cabeça. Não quis decepcioná-lo, mas parece não fazer outra coisa… Só vê solidez na amizade de André. Um homem tão gentil, fiel, mesmo quando ele tomou atitudes erradas. Mas não entende o que cresce ali. O que sente por aquele amigo não é só fruto de uma parceria. “A história deles não se resume a um beijo. O que eles sentem um pelo outro pode ser visto ao longo da trama, um sentimento que vem sendo explorado dentro do que se podia viver perante a sociedade naquela época, dentro do que ensinaram para eles que é certo ou errado. Esse crescente da relação é visível. O amor que existe ali é lindo e traz muito do que a novela defende: a luta contra o preconceito, contra a intolerância e pela igualdade entre todas as pessoas”, complementa Ricardo Pereira.

Dessa história de amizade, que vem crescente e atormenta os dois homens, nasce um amor. Um amor surpreendente, maior do que o corpo pode controlar, um amor por existir já condenado. E esse amor chega ao seu ápice. “A proposta de desenvolvimento da história entre os dois é de discutir o preconceito, de debater a intolerância, e isso terá um fechamento surpreendente. Trazemos a história de duas pessoas que tem sentimentos, mas não podem vivê-los, pois este é um período em que as relações do mesmo gênero eram proibidas por lei. No início, Tolentino e André começam a conversar e percebem que tem diálogo entre eles. São dois homens solitários, que vivem seus próprios – e diferentes – conflitos. Com o tempo, a atração começa a existir, mas os dois resistem muito a ceder ao que sentem um pelo outro, pois nesse período esse tipo de relação é chamada sodomia, crime passível de morte. Até que o amor entre eles fala mais alto”, afirma Mario Teixeira.

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