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Cidades de Papel é fraquinho na comparação com A Culpa é das Estrelas

Achei Cidades de Papel bem, bem, bem infanto-juvenil. Exibido no ano passado, A Culpa é das Estrelas conseguia englobar um público mais amplo, especialmente por ter uma história tocante.
Depois de tantos desafios, o final do longa não foi sequer parecido com um conto de fadas. E nem por isso a produção foi ruim. Mas Cidades é como estar, sei lá, diante de Os Batutinhas, por exemplo.
E não estou desmerecendo nem um, nem o outro, já que Batutinhas é um filme adorável. Mas aqueles jovens com cara de meninos cantando Pokémon, com uma dancinha maluca ao final, ou seja, em busca de um namoro, se formando, já dirigindo, mas ainda com um pé na infância…
     
E o desfecho da produção foi bem aos moldes de A Culpa, mas dispensável depois de toda aquela busca. O primeiro emocionou enquanto o segundo deixa um ar de decepção, especialmente porque a atriz – Cara Delevingne – não é grandes coisas. Os demais sim, dão conta do recado e têm carisma.
Gostei especialmente do início, com os dois se vingando dos “traíras”, apesar de que… não eram nove coisas que eles iriam fazer? Também a viagem a Nova York teve diversos bons momentos, como o xixi.
No geral, me arrependi de ir ao cinema. É um longa bem Sessão da Tarde, e, da minha parte, não vale o ingresso.

“A Culpa é das Estrelas” emociona, faz pensar na vida e relata as injustiças/surpresas do dia a dia

“Não é justo”, ouvi essa frase em algumas ocasiões durante a exibição de A Culpa é das Estrelas, cujas sessões estavam lotadas.
É difícil a gente julgar o que é ou não justo, quando quem decide é Deus. Mas uma coisa chamou bastante minha atenção na história: o destino de Hazel Grace não foi previsível.
Às vezes contamos com algo como definitivo, e não é bem assim que acontece. Exatamente por não sermos Deus — por essas e outras temos as surpresas, boas e ruins, da vida.
É bem possível, caso essa história de que atraímos negatividade/positividade de acordo com nossos pensamentos, que seu final tenha sido mudado a partir da chegada de  Augustus Waters. Ele deu a vida que ela não tinha. 
Algo rápido, daquele tipo “um furacão que passou em minha vida”, mas, na montanha russa que viveram, ambos transformaram suas vidas. E ganharam com isso.
Sou do tipo que acredita que as situações difíceis trazem ensinamentos e, quando fazemos o uso correto e, ao invés de nos jogarmos numa cama, os usamos para nos fortalecer, aí sim fica fácil concluir que Deus tinha um um objetivo e que não foi em vão.
Esse longa me fez pensar nessas coisas, que já fazem parte do meu dia a dia, e que voltaram à tona.
Era possível ouvir pessoas soluçando durante a sessão. A Culpa é das Estrelas é realmente emocionante.
Não gostei do elenco adulto, achei que ficaram devendo. Mas Ansel Elgort e Shallene Woodley arrasaram. Nat Wolff também esteve bem como Isaac, amigo de Gus.
E o projeto de Dr. House, Peter Van Houten? Willem Dafoe me lembrou bastante o médico sem noção 1 e também mandou bem, assim como a atriz que viveu a assistente do personagem.
Enfim, mesmo que o desfecho não seja o sonhado/desejado na vida real, é bom lembrar: por aqui as coisas também não seguem o estilo “conto de fadas”.