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Repórter Eco mostra o poder da música em pacientes com Alzheimer

A notícia de que a música pode recuperar parte da memória dos idosos, portadores do mal de Alzheimer ou de demência, traz um sopro de esperança para essas pessoas e para seus familiares. Em reportagem emocionante, o Repórter Eco traz pesquisas sobre musicoterapia, que também estão no documentário americano Vivo por Dentro. Para as mães, uma matéria com sugestões saudáveis e saborosas para a lancheira das crianças. O programa da TV Cultura vai ao ar neste domingo (2/8), às 17h30, com apresentação de Márcia Bongiovanni.
Os resultados positivos da terapia musical em pacientes com Alzheimer ou com demência, que conseguem o despertar da memória esquecida, são confirmados pelo neurologista Flávio Salem e pela musicoterapeuta Luisiania Passarini. Na reportagem, eles afirmam que a memória musical é uma das últimas a se apagar no cérebro, e quando ela é acionada, podem renascer sentimentos e sensações que estavam desaparecidos. Médico do Hospital Sirio Libanês, Flávio explica que a memória musical não fica gravada junto da memória do cotidiano, e sim em regiões diferentes e mais internas do cérebro. Talvez por isso seja uma das últimas a serem afetadas pela doença. “A música tem alguns efeitos não só ao nível da memória, mas ela acaba se conectando com outras áreas cerebrais como, por exemplo, a emoção, a afetividade, a sensibilidade…”
Luisiania, que trabalha com a música como técnica terapêutica, diz que “quando você começa a fazer um trabalho musicoterapeutico, você consegue acessar essa memória musical, essa memória não verbal que vai dizer da identidade dessa pessoa”
Esse despertar da memória, que resgata a identidade dessas pessoas, é o tema do documentário premiado Vivo Por Dentro (Alive Inside), dirigido por Michael Rossato Bennett. E um dos entrevistados do filme é um dos neurocientistas mais importantes do mundo: Oliver Sachs. Ele conta como a música tem capacidade de ativar mais partes do cérebro do que qualquer outro estímulo.
Em outra matéria, o Repórter Eco traz ideias para a lancheira das crianças, com alimentos que sejam saudáveis e também saborosos.
Por último, a edição mostra uma calculadora criada por estudantes que informa quanto uma atividade diária emite de CO2, um dos gases responsáveis pelo aumento da temperatura da Terra.

Para Sempre Alice: Emocionante e com mais um show de Julianne Moore

Somente agora vi Para Sempre Alice, que rendeu à Julianne Moore o Oscar de melhor atriz na última edição da premiação.
Falar dela é chover no molhado. Além de linda, tem talento para dar e vender. O fato de ser tão bonita ajuda ainda mais, porque é difícil para de prestar atenção em sua atuação.
No caso, ela viveu uma mulher de meia idade que descobre estar com Alzheimer em fase inicial. O longa vai retratando a vida dela com o passar do tempo, como a doença vai evoluindo a ponto de Alice não reconhecer ninguém em algumas ocasiões.
Quem já conviveu com alguém que tem a doença sabe como funciona. É triste, pois o paciente em dado momento nem se reconhece.
O ponto alto da produção é quando ela encontra um vídeo que gravou para si. É até tenso, pois é uma cena que…
Bom, não vou dar spoiler. A questão é que não gostei do final. Ficou meio que faltando alguma coisa. Só que esse fato não impede que eu reconheça este como um dos melhores filmes do ano (a cena do depoimento de Alice sobre a doença é tocante). Julianne mereceu a estatueta.

The Big C: Será que precisava mesmo? (1X12)

Quando alguém comenta sobre alguma série comigo, dependendo o que é, não vejo a hora de assistir para ver se é tão bom ou ruim como dizem.

E me falaram horrores sobre esse episódio de The Big C.

E eu estava gostando, Cathy tendo a experiência com abelhas juntamente com o médico simpático que matou uma delas e queria matar o “Senhor Abelhas”; depois ela dançando com o esquisitão… e, UAU, meus sonhos se tornando realidade: desde sempre eu quis ver Cathy se jogando na cama com o Dr. Todd Engomadinho, especialmente depois de ela fingir ser sua noiva.

Sabe quando tem liga?

A questão é que a partir daí comecei a ficar tenso. Iriam me dizer que o episódio é ruim por causa disso? Não. Das abelhas? Duvido.

Aí surge Marlene com uma arma na mão ameaçando Adam e, bem, a vidente disse que Cathy sofreria uma perda. Seria Adam?

Acho que logo caiu minha fixa: uma das personagens mais “adoráveis” da produção – do jeito dela, lógico – preferiu se matar ao invés de causar problemas a sua amiga.

Fiquei triste, muito mesmo. Marlene sempre foi um dos destaques dessa produção e estava, finalmente, vivendo. Ela já não lembrava mais aquela mulher amargurada e solitária e fez uma troca boa com Cathy, elas se ajudavam.

Mas o Alzheimer estava realmente afetando sua vida.

Eu poderia ficar revoltado, assim como fiquei com a morte de Dell em Private Practice, mas…

Alguma coisa me diz que eu deveria confiar nos roteiristas. Se eles nos presentearam com todos esses maravilhosos episódios, porque não deixar que eles nos mostrem porque era importante perder Marlene?

Por ora resta agradecer Phyllis Somerville por essa personagem maravilhosa e aguardar a season finale.

Espero que The Big C encerre essa excelente temporada assim como começou: emocionando e nos fazendo pensar sobre nossas próprias vidas.